Pai de jovem que morreu em racha na T-9 acompanha simulação do acidente

Agentes da Polícia Técnico-Científica bloquearam a avenida para realizarem uma simulação do acidente

Cleuber Rodrigues de Lima, pai do estudante Wictor Fonseca, que morreu depois de um acidente provocado por um racha em Goiânia, acompanha a simulação do acidente que tirou a vida do filho, na tarde desta sexta-feira (3), na avenida T-9, em Goiânia. Agentes da Polícia Técnico-Científica já estão local com o intuito fazer uma estimativa de velocidade dos veículos, dentre outros quesitos.
Pai de jovem que morreu em racha na T-9 acompanha simulação do acidente (Foto: Jucimar de Sousa - Mais Goiás)

Cleuber Rodrigues de Lima, pai do estudante Wictor Fonseca, que morreu depois de um acidente provocado por um racha em Goiânia, acompanha a simulação do acidente que tirou a vida do filho, na tarde desta sexta-feira (3), na avenida T-9, em Goiânia. Agentes da Polícia Técnico-Científica já estão local com o intuito fazer uma estimativa de velocidade dos veículos, dentre outros quesitos.

Em entrevista à imprensa, Cleuber disse que desde que o acidente aconteceu não passava pela local, para não relembrar a morte de Wictor. “Só passa pela cabeça que meu filho estava aqui pedindo socorro e ninguém pôde ajudar. Eu prometi pra ele, que nunca iria abandoná-lo. Estou apenas lembrando daquele momento que soube da morte dele, lembrando dele de entrar no quarto dele em casa. Estou pela força de deus! Estou aqui para entender, porque aquelas frases de “não tenho nada a declarar” não saem da minha cabeça”, afirma.

“Nada a declarar” foi o que o motorista da caminhonete que capotou durante um racha repetiu sete vezes ao delegado Tiago Damasceno, em depoimento. O condutor do outro veículo que foi filmado em alta velocidade ao lado do utilitário respondeu todas as perguntas, confirmou que trafegava acima de 110 quilômetros por hora, mas afirmou que não disputava nenhuma corrida de rua.

O pai de Wictor ainda reforçou a importância do trabalho da polícia para entender o que aconteceu. Além de Wictor, uma adolescente de 15 anos morreu em decorrência do acidente. “Tem profissionais aqui para revelar o que aconteceu, para esse caso não ficar com esse ‘nada a declarar'”, afirmou.

Cleuber também enfatizou que espera que o caso faça com que os jovens entendam que, por muitas vezes, querem ser adultos, mas se esquecem da responsabilidades dos atos. “Muitas famílias estão com a vida parada, pois muita gente vivia em prol do Wictor e da Marcela. A verdade tem que ser dita”, acrescentou.

Relembre racha na T-9

Uma disputa de racha na avenida T-9 foi o que causou um acidente fatal, na madrugada de sábado (7) e matou duas pessoas. A adolescente Marcella Sônia do Amaral, de 15 anos, estava na caminhonete envolvida no crime. Ela foi arremessada do veículo e morreu no local. Já Wictor, também passageiro da caminhonete, morreu nesta por morte cerebral. Ele chegou a ficar internado na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia, mas não resistiu aos ferimentos.

Depois que a morte de Wictor foi confirmada, a família dele autorizou a doação de órgãos para ajudar a “salvar outros filhos”. Segundo o Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo), foram doados rins, fígado e córneas. Todos os receptores são de Goiás, mas, segundo Cleuber, a família não sabe quem são.

Uma das vítimas sobreviventes relatou que o grupo estava em uma boate, no setor Marista. Lá, ingeriram bebidas alcoólicas durante toda a madrugada. Depois de saírem do estabelecimento, houve uma disputa de racha entre a caminhonete envolvida no acidente e a BMW.

A polícia investiga tanto Arthur Yuri, que conduzia a BWM, como também Eduardo Henrique de Souza Resende, de 22 anos, que dirigia a caminhonete. Vale citar que a caminhonete estava sendo ocupada por seis pessoas.