Perícia analisa dois pontos principais da avenida T-9 onde ocorreu racha, em Goiânia

Primeiro ponto analisa por onde os dois carros passaram e o segundo marca onde a colisão de fato aconteceu

Peritos vão analisar dois pontos principais onde ocorreu o racha na T-9, em Goiânia. O objetivo é precisar a velocidade dos dois veículos
Perícia busca descobrir velocidade dos carros envolvidos no racha na T-9, que matou dois jovens (Foto: Jucimar de Sousa - Mais Goiás)

Peritos da Polícia Técnico-Científica analisaram dois pontos principais da avenida T-9, em Goiânia, durante a tarde desta sexta-feira (3). O objetivo era conseguir determinar com precisão com qual a velocidade os dois veículos que atravessaram a via durante a disputa de racha, que causou um acidente e matou dois jovens, no último dia 7 de maio. O primeiro ponto é um de ‘passagem’, ou seja, por onde os dois carros passaram antes do acidente. Enquanto o segundo marca onde a colisão de fato aconteceu.

O gerente do Instituto de Criminalística, Olegário Augusto, explicou que, até agora, dois laudos periciais foram realizados para colaborarem na conclusão das investigações do caso. O primeiro deles foi um laudo feito no dia do acidente, enquanto o segundo é o que está sendo feito agora. “Os dois serão entregues juntos o mais rápido possível”, segundo ele.

Peritos vão analisar dois pontos principais onde ocorreu o racha na T-9, em Goiânia. O objetivo é precisar a velocidade dos dois veículos

Gerente do Instituto de Criminalística, Olegário Augusto (Foto: Jucimar de Sousa – Mais Goiás)

“Hoje foi feita uma perícia para entender qual o espaço do local, quais as dimensões da via e, principalmente, qual a distorção causada pelas câmeras que registraram o acidente. Pra que? Pra gente calcular de velocidade, com base no vídeo gravado. A gente só consegue precisar a velocidade apó os calculos serem feitos. A gente não pode só olhar o vídeo e falar sobre qual era a velocidade. Temos que fazer todos esses levantamentos, porque o laudo pericial é muito técnico e precisa de todas as informações”, explicou Olegário.

Segundo o criminalista, foram feitas várias marcações no asfalto que servirão para ajudar os peritos a terem as dimensões da via. Uma vez que a equipe tiver essa medidas, vão analisar o vídeo do dia do acidente e também um novo vídeo que será feito nesta sexta (3). Assim, a polícia irá calcular a distorção da câmera analisada e, finalmente, saberá qual era a velocidade dos veículos.

Pai de jovem que morreu no racha na T-9 acompanha perícia

Cleuber Rodrigues de Lima, pai do estudante Wictor Fonseca, que morreu depois de um acidente provocado por um racha em Goiânia, acompanha a simulação do acidente que tirou a vida do filho, na tarde desta sexta-feira (3), na avenida T-9, em Goiânia. Agentes da Polícia Técnico-Científica já estão local com o intuito fazer uma estimativa de velocidade dos veículos, dentre outros quesitos.

Pai de jovem que morreu em racha na T-9 acompanha simulação do acidente (Foto: Jucimar de Sousa – Mais Goiás)

Cleuber Rodrigues de Lima, pai do estudante Wictor Fonseca, que morreu depois de um acidente provocado por um racha em Goiânia, acompanha a simulação do acidente que tirou a vida do filho, na tarde desta sexta-feira (3).

Em entrevista à imprensa, Cleuber disse que desde que o acidente aconteceu não passava pela local, para não relembrar a morte de Wictor. “Só passa pela cabeça que meu filho estava aqui pedindo socorro e ninguém pôde ajudar. Eu prometi pra ele, que nunca iria abandoná-lo. Estou apenas lembrando daquele momento que soube da morte dele, lembrando dele de entrar no quarto dele em casa. Estou pela força de deus! Estou aqui para entender, porque aquelas frases de “não tenho nada a declarar” não saem da minha cabeça”, declarou sob forte emoção.

“Nada a declarar” foi o que o motorista da caminhonete que capotou durante um racha repetiu sete vezes ao delegado Tiago Damasceno, em depoimento. O condutor do outro veículo, que foi filmado em alta velocidade ao lado do utilitário, respondeu todas as perguntas, confirmou que trafegava acima de 110 quilômetros por hora, mas alegou que não disputava nenhuma corrida de rua.