PF confirma que investiga contratos do Enem que vão desde Lula até Bolsonaro

Investigação envolve empresas RR Donnelley e Valid

Estudantes podem pedir isenção da taxa do Enem 2022 até dia 15 de abril (Foto: Divulgação - Inep)
Estudantes podem pedir isenção da taxa do Enem 2022 até dia 15 de abril (Foto: Divulgação - Inep)

A Polícia Federal confirmou ao portal UOL que o contrato firmado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) para impressão de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também está no escopo de investigação da operação Bancarrota, deflagrada na semana passada. Inicialmente, a informação era a de que a PF mirava apenas contratos firmados durante os mandatos de Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer (de 2010 a 2018).

No total, a PF apura contratações sem licitação que custaram R$ 800 milhões aos cofres públicos. Estima-se superfaturamento de R$ 130 milhões no período. No dia 7 de dezembro, a polícia cumpriu 41 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de servidores públicos e empresas em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A investigação está em curso desde 2019.

As duas empresas sob investigação são a RR Donnelley, que atuou entre 2010 e 2018 e recebeu R$ 788 milhões pelo serviço; e a Valid Soluções, que assinou contrato de R$ 151 milhões no primeiro ano do governo Bolsonaro.

A Valid disse ao jornal O Estado de S. Paulo que “cumpre estritamente as leis e regulações aplicáveis e está totalmente à disposição para continuar colaborando com a apuração dos fatos. A RR Donnelley faliu em 2019. O jornal Estado de S. Paulo diz também que uma das peças-chave da investigação é Amilton Garrau, ex-diretor da gráfica RR Donnelley e consultor da Valid. Garrau nega qualquer irregularidade em sua atuação.