Polícia Civil apura suposto confronto que matou confeiteira na frente do filho

PM diz que militares foram alvo de tiros e revidaram. Família da vítima alega que a mulher não tinha envolvimento com crime

A Polícia Civil (PC) investiga suposto confronto que resultou na morte da confeiteira Fabiana Matos Rodrigues, 23, em Inhumas. (Foto: reprodução/redes sociais)

A Polícia Civil (PC) instaurou inquérito para apurar um suposto confronto que resultou na morte da confeiteira Fabiana Matos Rodrigues, 23. A jovem foi a óbito na noite da última quinta-feira (8), na frente de filho de 6 anos, em Inhumas. A prima dela de 16 anos também foi baleada. A Polícia Militar (PM) alega que a equipe foi recebida a tiros, mas a família da mulher contesta a versão.

Conforme informações da PM, a corporação recebeu denúncia de que um carro VW Parati estaria sendo utilizado para tráfico de drogas em Inhumas. Os militares narram que tentaram fazer abordagem ao veículo, mas foram recebidos a tiros. No revide, a confeiteira, que conduzia o automóvel, e a prima dela, que estava no banco do passageiro, foram atingidas.

A motorista da Parati foi a óbito ainda no local. A adolescente baleada foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugo). A criança não foi atingida. Ainda de acordo com a PM, foram localizados tabletes de maconha e um revólver com cápsulas deflagradas dentro do automóvel em que as mulheres estavam.

O celular da confeiteira também foi apreendido, e, segundo a corporação, existem imagens e mensagens de texto da negociação de drogas feita pela mulher. A Polícia Militar diz, ainda, que as circunstâncias do fato, bem como as versões apresentadas no Boletim de Ocorrência, serão apuradas por meio de inquérito policial militar através da Corregedoria da PMGO.

Família contesta

À TV Anhanguera, a família da confeiteira contestou a versão apresentada pela PM. Um tio da vítima disse que a jovem realizava entregas de bolo no pote. Ele ressalta que a sobrinha pode ter se assustado com a chegada dos militares, já que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

De acordo com o homem, as mulheres não tinham envolvimento com crime. Ele também não acredita que a sobrinha possuía arma de fogo. O tio da vítima acredita em erro da Polícia Militar.

Logo após a ocorrência, equipes da Polícia Técnico-Científica realizaram perícia no local. A Polícia Civil solicitou exames periciais da jovem. A corporação deve ouvir testemunhas na próxima semana. As vítimas não possuem passagens criminais.