Policiais bateram cabeça de rapaz com câncer contra parede, diz testemunha

Chris Wallace da Silva, de 24 anos, morreu após sair para comprar refrigerante. Família denuncia que o jovem foi agredido por policiais militares

Rapaz com câncer nos ossos morre após abordagem policial, em Goiânia
Rapaz com câncer nos ossos morre após abordagem policial, em Goiânia (Foto: reprodução/Arquivo pessoal)

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que viu o momento em que policiais militares bateram a cabeça de Chris Wallace da Silva, de 24 anos contra a parede e o agrediram com golpes de cassetete no último dia 10, em Goiânia. O jovem, que tinha câncer nos ossos, saiu de casa para comprar refrigerando quando foi agredido.

Segundo relato da testemunha, ela passava pelo local quando viu uma viatura da polícia parar próxima a dois jovens, que foram abordados e em seguida, agredidos. A testemunha conta que viu um dos policiais bater a cabeça de Chris contra a parede, dar tapas no rosto e golpes com um cassetete. Relata também que escutou o jovem dizer que tinha câncer e pedir para não apanhar mais.

PM ameaçou atirar na perna do amigo do rapaz com câncer nos ossos

O amigo que acompanhava Chris também foi agredido com um cassetete e tentou correr, mas, segundo a testemunha, o policial ameaçou disparar contra a perna do homem se ele tentasse fugir.

De acordo com o relato da família, Chris saiu de caso com um amigo para ir em uma distribuidora para comprar um refrigerando. Minutos depois, o rapaz chegou em casa bastante machucado e foi em direção ao banheiro da residência, onde teve uma crise convulsiva e foi levado ao hospital. O jovem ficou intubado por cinco dias e veio a óbito no dia 16 de novembro.

No relatório médico constatou que Chris Wallace sofreu um traumatismo na cabeça por espancamento, contusões nos pulmões e no abdômen.

Estado ainda não se pronunciou

“O que eles querem é um posicionamento da Corregedoria da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública. Ninguém se pronunciou sobre essa agressão”, explicou Emanuel Rodrigues, advogado da família.

O caso, registrado como lesão corporal seguida de morte, segue sob investigação da Polícia Civil.

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