Policial acusado de matar jovem durante festa em Senador Canedo vai a júri popular

João Vitor Pereira Neves foi atingido com dois disparos na porta de uma casa de eventos em agosto de 2018.

João Vítor Neves, morto a tiros em uma festa em Senador Canedo (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
João Vítor Neves, morto a tiros em uma festa em Senador Canedo (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

O policial militar Lucas Elias da Costa, acusado de matar João Vitor Neves (18 anos) em uma festa em Senador Canedo no dia 25 de agosto deste ano, será levado a júri popular por decisão do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida. O réu responde pelo crime em liberdade.

A decisão foi publicada no sábado (25). De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), à decisão cabe recurso, por isso o julgamento ainda não teve a data marcada. O juiz explicou que, devido aos laudos e provas apresentadas, o julgamento não precisa ser adiado.

De acordo com as investigações, no dia 25 de agosto, o militar foi convidado para participar de uma festa em uma casa de eventos com amigos. No local, suspeitaram que alguns dos convidados fossem criminosos. O acusado saiu da festa e abordou o jovem que estava com um amigo na porta do local. Eles tentaram correr, mas João Vitor foi atingido por dois disparos pelas costas.

Mesmo ferido, a vítima conseguiu correr alguns metros, mas caiu e morreu no local. Buscas por materiais criminosos foram feitas no carro em que o jovem estava, porém nada foi encontrado.

Policial confessou ser autor de disparos em Senador Canedo

Ao ser interrogado, Lucas Elias confessou ser o autor dos disparos, porém alegou agir em legítima defesa pois o jovem teria avançado em direção a ele. O juiz informou que as alegações eram insuficientes para a absolvição, uma vez que a vítima foi atingida pelas costas.

No mesmo ano da morta do rapaz, a família organizou um ato por justiça diante do caso. A auxiliar administrativa de 25 anos, Talita Campos Neves, irmã da vítima, ficou revoltada ao saber que o acusado estava em liberdade. “O injustiçado neste momento é meu irmão que não pode acordar para ir trabalhar, pois está morto”, disse Talita.