Eleições 2026

Ainda incerto, PT busca nome e alianças para disputar governo de Goiás

Com dificuldade histórica nas disputas ao governo de Goiás, partido avalia composição e concentra esforços nas chapas proporcionais

Paira nos bastidores do PT goiano uma preocupação, ainda que discreta, em relação aos rumos do partido nas eleições de 2026. Enquanto outros partidos movimentam a passos largos a candidatura de pré-candidatos ao Palácio das Esmeraldas, a sigla segue estagnada em um período considerado decisivo: a pré-campanha. O partido tem buscado nomes e alianças, mas o futuro da disputa ainda é incerto.

Internamente, lideranças avaliam que este é o momento de articulação política e construção de alianças sólidas. “Primeiro a gente monta o elenco, depois coloca o time em campo. É assim que deve ser”, afirmou um nome ligado ao partido, que não esconde o receio em relação ao fator tempo.

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A única certeza entre os petistas é que o partido oferecerá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um palanque em Goiás. Quem estará nele, no entanto, ainda é incerto. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o PT pode sequer lançar candidatura própria ao governo e optar por compor com outro nome que ligado ao mesmo campo político.

Fator desempenho

O histórico eleitoral pesa nas discussões internas. No melhor desempenho da legenda em disputas pelo governo goiano, a então candidata Marina Sant’Anna alcançou 15,17% dos votos. No entanto, esse feito foi há mais de 20 anos, na eleição de 2002. De lá para cá, o cenário se tornou cada vez menos otimista. Em 2014, Antônio Gomide obteve 10,09%. Depois disso, os números encolheram: Kátia Maria terminou a corrida com 9,15%, e, quatro anos depois, Wolmir Amado registrou 6,98%.

Três últimos candidatos do PT na disputa ao governo de Goiás (Foto: Reprodução/Colagem)

Caso a deputada federal Adriana Accorsi, considerada o nome mais competitivo da legenda, não entre na disputa, o temor é que o partido registre, pela quarta vez consecutiva, um resultado inferior ao da eleição anterior. Nos bastidores, circula a informação de que, apesar do desejo do presidente Lula, Adriana tende a buscar a reeleição à Câmara dos Deputados.

Fora Adriana, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno é citado como alternativa, mas não empolga parte da militância em razão de sua menor penetração política quando comparado à federal.

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Um nome lembrado, porém fora dos quadros do partido, é o da vereadora Aava Santiago, atual presidente do PSB em Goiás. A ex-tucana, no etnanto, ainda é tratada como incógnita e demonstra interesse real na disputa por uma vaga em Brasília.

Vereadora Aava Santiago é dirigente do PSB em Goiás (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Goiânia)

Diante de um cenário considerado desafiador para o governo, o PT tem concentrado esforços na formação das chapas para deputado estadual e federal, onde avalia ter maior potencial competitivo e necessidade de reforço das bancadas no Congresso. A expectativa interna é que a definição sobre os rumos da legenda para 2026 ocorra até o fim de maio, quando um nome será anunciado ao eleitor goiano.