Após repercussão sobre financiar ocupantes de quartéis, Amauri diz que não apoia ataques golpistas de 8/1
Parlamentar bolsonarista justificou que "se referia a ajudar pessoas na porta dos quartéis do município de Goiânia, com água e comida até o dia 31 de dezembro de 2022"

O deputado estadual goiano Amauri Ribeiro (União Brasil) emitiu uma nota após repercussão de sua fala sobre ajudar “a bancar quem estava lá”, nos quartéis onde se concentravam bolsonaristas que não aceitavam a vitória do presidente Lula (PT) no pleito passado. Segundo ele, “não fez parte e não apoia os atentados a democracia brasileira ocorridos no dia 8 de Janeiro”.
Além disso, o parlamentar bolsonarista justificou que “se referia a ajudar pessoas na porta dos quartéis do município de Goiânia, com água e comida até o dia 31 de dezembro de 2022”. Ele esclareceu, ainda, que repudiou diversas vezes, na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), os atos golpistas de 8 de janeiro.
Confira a nota:
“Em razão das notícias recentes divulgadas acerca de uma fala do deputado estadual Amauri Ribeiro (UB) na imprensa, o mesmo vem a público esclarecer que, não fez parte e não apoia os atentados a democracia brasileira ocorridos no dia 8 de Janeiro, foi levantado uma distorção por parte da imprensa em sua fala, em que o mesmo, se referia a ajudar pessoas na porta dos quartéis do município de Goiânia, com água e comida até o dia 31 de Dezembro de 2022, onde o mesmo, repudiou por diversas vezes na tribuna os atos de vandalismo acontecidos no dia 8 de Janeiro em Brasília. deste mesmo modo, o parlamentar recusa qualquer ligação do seu nome com atentados antidemocráticos acontecidos em Brasília, em que o mesmo não compactua.”
Sobre a fala que repercutiu na imprensa, ela ocorreu durante uma sessão ordinária na terça-feira (6), em protesto contra a detenção do ex-comandante da Rotam em Goiás, o coronel Benito Franco, preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Lesa Pátria.
“A prisão do Coronel Franco é um tapa na cara de cada cidadão de bem neste estado. Foi preso sem motivo algum, sem ter feito nada. Eu também deveria estar preso. Eu ajudei a bancar quem estava lá. Pode me prender, eu sou um bandido, eu sou um terrorista, eu sou um canalha na visão de vocês. Eu ajudei, levei comida, levei água e dei dinheiro. Eu acompanhei lá e também fiquei na porta porque sou patriota”, disse o deputado.
Financiador
O coronel e ex-comandante das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) Benito Franco acabou preso pela Polícia Federal (PF), no dia 17 de abril deste ano, em Goiânia, durante mais um desdobramento da Operação Lesa Pátria.
Nas redes sociais, ele costumava se posicionar politicamente. Em um de suas publicações na web, ele compara uma fala do ministro da Justiça, Flávio Dino, a um discurso de Adolf Hitler. No fim de 2022, ele chegou a ser denunciado após gravar vídeos ameaçando que “o ladrão não sobe a rampa”.