Comunicado ao STF

Bolsonaro pode ser submetido a nova cirurgia, indicam médicos

Relatórios médicos foram encaminhados ao STF. Documentos apontam dor intensa no ombro direito e recomendação de procedimento cirúrgico

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (3/4), que ele poder precisar passar por uma nova intervenção cirúrgica. A informação consta em relatórios médicos apresentados à Corte, conforme exigido pelas condições da prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com documento assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas,responsável pelo acompanhamento clínico do ex-presidente, Bolsonaro enfrenta dores intensas no ombro direito, além de limitações significativas de movimento. O relatório aponta que, após avaliação ortopédica e realização de exames complementares, foi indicada a realização de cirurgia.

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Segundo o profissional, o quadro inclui restrição na elevação do braço — limitada a 90 graus —, perda de força e alteração postural perceptível, com o ombro direito posicionado abaixo do esquerdo. O paciente estaria em fase pré-operatória, apresentando dor acentuada e comprometimento funcional do membro afetado.

O documento também registra que as queixas de dor já eram relatadas antes da última alta médica, concedida em 27 de março. No dia anterior, Bolsonaro teria sido submetido a nova avaliação ortopédica, quando foram feitos exames adicionais e formalizada a recomendação pelo procedimento cirúrgico.

Ainda conforme o relatório, a intensidade da dor tem dificultado o avanço das sessões de fisioterapia . A comunicação enviada ao STF integra o primeiro informe médico periódico apresentado pela defesa desde a concessão da prisão domiciliar.

Prisão domiciliar

O ex-presidente, de 71 anos, foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir pena em regime domiciliar a partir do dia 24 de março.

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Moraes atendeu ao pedido feito pela defesa do ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde.

Conforme a decisão de Moraes, a domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisado pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.

Apesar de cumprir o regime em casa, o ministro determinou que Bolsonaro volte a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento.