COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Caiado volta a dizer que acordo com o PL está fechado, mas Wilder ainda resiste

Governador trata aliança como resolvida, enquanto o comando estadual do PL mantém resistência e segura o jogo em Goiás

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) voltou a dizer que considera fechado o apoio do PL à pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás. Em entrevista nesta quinta-feira (29/1), Caiado afirmou que a aliança com o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro está consolidada, apesar do ruído provocado pela mudança de legenda e pela articulação nacional rumo ao PSD.

Questionado se a saída do União Brasil poderia atrapalhar o acordo estadual, Caiado descartou qualquer risco. Disse que o entendimento com o PL segue de pé e reforçou que a composição prevê a segunda vaga ao Senado para o deputado federal Gustavo Gayer. Para o governador, esse ponto já está pacificado dentro da conversa com a cúpula nacional do partido.

O problema é que a leitura não é a mesma dentro do PL em Goiás. O senador Wilder Morais, presidente estadual da sigla, continua se apresentando como pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas e, no último fim de semana, foi taxativo ao afirmar que não há acordo com o projeto governista. Nos bastidores, a avaliação é de que Wilder não se sente parte do acordo anunciado pelo governador.

A costura que envolve a disputa ao Senado, com Gracinha Caiado e Gustavo Gayer, começou a ser definida em dezembro, em uma reunião de Caiado, Wilder, Gayer e o senador Flávio Bolsonaro. Naquele encontro, ficou acertado que Flávio levaria o tema ao pai, Jair Bolsonaro, antes de qualquer definição final.

Desde então, aliados do PL passaram a dar como certo o aval do ex-presidente à aliança em Goiás. Wilder, porém, manteve a linha dura. Rejeitou a hipótese de abrir mão da candidatura ao governo, mesmo diante da proposta de assumir a tesouraria da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.