Carlos Bolsonaro associa perda do porte de arma a plano ‘orquestrado’ em meio a ‘ameaças’ à sua família
Vereador teve pedido de renovação de sua licença para andar com pistola calibre .380 negada pela PF

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) usou as redes sociais para lamentar a decisão da Polícia Federal de negar o pedido para renovar sua autorização ao porte de arma de fogo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pela TV Globo.
Conhecido como filho “zero dois” do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos disse que a negativa da PF integra um roteiro que teria sido “redondamente orquestrado” e que surge em um momento em que aumentam “constantes ameaças à integridade física” do clã Bolsonaro.
Em publicação no Twitter, Carlos mencionou até mesmo a facada sofrida por seu pai durante a campanha eleitoral de 2018 ao lamentar a perda do porte de arma.
“Contra fatos não há argumentos: primeiro, antigo filiado do PSOL, braço do PT, tenta matar meu pai. Em seguida, as constantes ameaças à nossa integridade física aumentam, fatos vistos aos olhos de todos ao longo dos anos. Depois, retiram a segurança e a negativa dos veículos blindados a serem utilizados pelo ex-presidente. Agora, essa questão do porte de arma. A conclusão é de vocês”, escreveu.
De acordo com reportagem da TV Globo, Carlos Bolsonaro pediu a renovação de sua licença para ter o porte de arma em 4 de julho, junto à Polícia Federal no Rio de Janeiro. Disse que havia “efetiva necessidade” por ser vereador e por avaliar que sua integridade física estaria ameaçada, alegando que tem “sua cabeça a prêmio”.
A PF, no entanto, considerou que o vereador não foi capaz de comprovar os supostos riscos e ameaças que disse enfrentar. O vereador tem uma pistola calibre .380.
Nessa sexta-feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Lula anunciou um pacote de segurança que endurece as regras para liberação de armas a não militares, que inclui um plano para recompra de equipamentos que já estão nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores (conhecidos pela sigla CACs). A medida foi criticada por aliados do ex-presidente Bolsonaro, defensor da pauta armamentista.