Chilenos em Goiás se manifestam em apoio aos protestos no país
Manifestações no Chile tiveram início de forma violenta no último dia 17; depois 30 anos, nação instituiu toque de recolher

Em Goiânia, alguns integrantes da comunidade chilena em Goiás fizeram uma manifestação em apoio aos protestos violentos que acontecem no Chile, desde quinta-feira (17). O estopim para o início dos atos seria o aumento das passagens de metrô no país para 30 pesos. Na verdade, os protestos no país vizinho ocorrem há aproximadamente 15 dias, mas no último fim de semana se tornaram mais violentos.
Porém, mesmo quando o presidente Sebastián Piñera anunciou a revogação do acréscimo, no sábado (19), as manifestações continuaram. Anteriormente, em setembro, já havia sido dito que as contas de energia seriam reajustadas em até 10%, devido à alta do dólar.
Em Goiânia, o professor Francisco Lillo, chileno morador da capital goiana, afirma que também há uma oposição à previdência privada, que vigora no país desde os anos 1980. “No Chile, algumas pessoas se aposentam recebendo 1/3 do que ganhavam. Mesmo sem estatísticas, também se comenta muito sobre o aumento do suicídio em decorrência disso, o que é real.”
Francisco e outros manifestantes em Goiânia também criticavam o toque de recolher implantado no Chile, que já chega ao quarto dia. “Em um país democrático, essa situação é imperdoável”, lamentou. Ele conta que a comunidade de chilenos em Goiás é de aproximadamente 350 pessoas. Em Goiânia, segundo ele, são cerca de 100.
Chile
Na última segunda-feira (11), Karla Rubiar, prefeita da região metropolitana de Santiago do Chile, disse em coletiva de impressa que 11 pessoas já tinham morrido em confrontos. Segundo ela, desde o início das manifestações, mas de 1.400 já foram detidas.
O toque de recolher vale para Santiago e outras quatro regiões. Com isso, as pessoas ficaram proibidas de transitar livremente entre 19h e 6h da manhã. Há mais de 30 anos, desde a ditadura de Augusto Pinochet, esta medida não era tomada.
As aulas dos ensinos Infantil, Fundamental e Médio foram suspensas e o serviço de transporte tem funcionado parcialmente. O aeroporto de Santiago foi afetado. Diversos voos estão atrasados ou foram cancelados.
Sebastián Piñera se reúne nesta terça-feira (22) com lideranças de governo e oposição para tentar acalmar as ondas de protesto. “Eu me reunirei com presidentes de partidos, tanto de governo como de oposição, para poder explorar e avançar a um acordo social que nos permita a todos, unidos, aproximarmos com rapidez, eficácia e também com responsabilidade, as melhores soluções para os problemas que afetam os chilenos.”
*Com informações da Agência Brasil