COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Cíntia abre conversa com PCB, PSTU e UP e ganha terreno onde o PT costuma travar

Pré-candidata do PSOL tenta se viabilizar como palanque de Lula em Goiás enquanto o PT segura o nome para não mexer na chapa de federal

Pré-candidata do Psol ao governo de Goiás, Cíntia Dias busca abrir uma articulação que o PT, em Goiás, deixa em segundo plano. Ela conversa com PCB, PSTU e Unidade Popular sobre apoio ao projeto dela para o governo e já deixou o encontro marcado para sábado (28/2). A articulação foi confirmada por ela à coluna e acontece no momento em que os petistas continuam segurando a própria definição para não mexer na engenharia da chapa de deputado federal.

Cíntia Dias já é pré-candidata ao governo de Goiás. Ela disputou às eleições de 2022 pelo PSOL e enfrentou o ex-reitor da PUC Goiás Wolmir Amado (PT), que também concorreu às eleições para o governo de Goiás naquele ano. 

Atualmente, o PT ainda não definiu o candidato ao Palácio das Esmeraldas. O partido teme perder o vereador Edward Madureira como puxador de votos na chapa federal. Hoje, a avaliação interna indica que a legenda pode conquistar três cadeiras na Câmara dos Deputados pela primeira vez em Goiás. 

O PT também nunca repetiu um nome na corrida para o Palácio das Esmeraldas desde 1982. A legenda teve oito candidatos diferentes nos últimos dez pleitos e apoiou nomes do PSB e do MDB nos anos de 2006 e 2010, quando Dilma Rousseff (PT) foi o nome da corrida para presidência da República. 

Cíntia, que apoiou Lula em 2022, vê oportunidade para disputar às eleições com o apoio do petista. Ela já é um nome conhecido dos debates eleitorais e avalia que é importante a repetição de nomes para a corrida estadual, como já ocorreu na corrida para o Paço Municipal. 

“Nossa pré-candidatura é forjada na luta do trabalhador, como a do presidente Lula e já é conhecida no Estado. Temos plena condição de somar ao palanque federal, sem desfalcar as chapas proporcionais, que são prioridade do PT”, avaliou Cíntia 

“Paralelamente à busca para ser a candidata do presidente Lula em Goiás, estou em diálogo com esses outros partidos que integram a frente progressista. Essa ala mais radical da esquerda tem restrição em caminhar com o PT”, afirmou a presidente estadual do PSOL Goiás.