APROVAÇÕES

CPI aprova sessão sigilosa com Witzel e depoimentos sobre a Covaxin

A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira (23) a realização de uma sessão sigilosa com o…

CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira (23) a realização de uma sessão sigilosa com o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, que na semana passada disse, em depoimento, ter um “fato gravíssimo a revelar”. Segundo o ex-governador, o fato teria relação com a investigação da CPI, sobre eventual intervenção do governo federal em sua administração no estado do RJ.

Depois de um bate-boca envolvendo o senador Marcos Rogério (DEM-RO) sobre temas técnicos da oitiva de Witzel, como o local da reunião e a segurança dos parlamentares, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM) declarou o requerimento aprovado. Três senadores votaram contra. O local onde o depoimento será tomado não foi definido ainda.

Em 16 de junho, Witzel disse à comissão que só poderia revelar o “fato gravíssimo” em uma sessão em segredo de Justiça.

Covaxin

Os senadores aprovaram ainda requerimentos para depoimentos que buscam obter mais informações sobre uma suposta pressão no Ministério da Saúde a favor do imunizante indiano Covaxin, cuja compra pelo governo federal foi intermediada pela Precisa Medicamentos.

Nesta quarta, estava previsto o depoimento do sócio-administrador da empresa, Francisco Emerson Maximiano. A oitiva foi adiada após ele alegar estar cumprindo quarentena obrigatória em razão de ter voltado de uma viagem à Índia.

A CPI também aprovou a convocação do tenente-coronel Alex Lial Marinho, ex-coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, para que fale da compra de vacinas e suposta pressão em benefício da Covaxin, além de convite ao deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e a seu irmão, Luis Ricardo Fernandes Miranda, para que prestem depoimento.

Luis Ricardo é apontado como um dos servidores do Ministério da Saúde que supostamente sofreram pressão atípica para a importação da Covaxin. O pedido do convite foi apresentado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).

Parte dos membros da comissão quer a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Alex Marinho —ele foi exonerado “a pedido” do cargo em ato publicado no Diário Oficial da União em 9 de junho deste ano— e de hospitais e instituições que podem estar envolvidas em supostos esquemas de corrupção.

Também foi aprovada a convocação de representantes do Facebook, do Twitter e do Google, e mais integrantes do governo federal.

A CPI votou ainda cerca de 20 pedidos de informação e realização de auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre gastos da União em todas as “motociatas” que contaram com a presença de Bolsonaro.