HABEAS CORPUS

“Deputado do chapéu” procura escritório de Demóstenes Torres para evitar prisão

"Estou preparando uma petição para o ministro Alexandre de Moraes. Um habeas corpus preventivo", revelou o advogado ao portal

O deputado estadual por Goiás, Amauri Ribeiro (União Brasil), procurou o escritório do advogado Demóstenes Torres após a informação que a Polícia Federal (PF) pediria a prisão dele ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pelo próprio Demóstenes ao Mais Goiás e também pela assessoria do parlamentar goiano.

“Estou preparando uma petição para o ministro Alexandre de Moraes. Um habeas corpus preventivo”, revelou Torres ao portal. Segundo ele, o texto será protocolado em cerca de 1h. “O próprio STF entende que a prisão de um deputado só cabe em flagrante delito de crime inafiançável.”

Em relação ao pedido da PF, este ocorreria porque o deputado disse, nesta semana, que “deveria estar preso” por ter ajudado “a bancar” manifestantes golpistas que ocupavam os quartéis. A fala do parlamentar aconteceu durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Goiás na terça-feira (6), durante discussão com o deputado Mauro Rubem (PT).

Na ocasião ele afirmou que merecia ser preso, pois ajudou a financiar os manifestantes golpistas. “Eu ajudei a bancar quem estava lá […]. Eu ajudei, levei comida, levei água, dei dinheiro. Mandem me prender, eu sou um bandido, um terrorista, um canalha, na visão de vocês.”

Em nota divulgada, o deputado goiano informou que “a doação de pequena quantidade de água e alimentos aos patriotas foi feita até o dia 31 de dezembro para pais de família, mães, avós, crianças, que nunca cometeram nenhum crime e estavam ali lutando por seu País. Esse fato não tem nenhuma relação com os atos de vandalismo que aconteceram em Brasília”. Ele também repudiou os atos de vandalismo de 8 de janeiro contra os três Poderes. Os presentes nos quartéis, contudo, não aceitavam o resultado das eleições de 2022 que deram vitória a Lula (PT).