PANDEMIA

Deputado quer que igrejas sejam consideradas atividades essenciais em Goiás

O deputado federal Francisco Jr (PSD) se manifestou nas redes sociais para que cultos religiosos…

O deputado federal Francisco Jr (PSD) se manifestou nas redes sociais para que cultos religiosos e ida a igrejas sejam consideradas atividades essenciais durante a pandemia de covid-19. O parlamentar solicita que leis aprovadas no âmbito estadual e municipal, em Goiânia, sejam sancionadas pelos respectivos Executivos. “As leis defendem que igrejas possam abrir suas portas mesmo em situação de calamidade”, avalia.

A Assembleia Legislativa aprovou em dezembro do ano passado projeto de lei do deputado estadual Jeferson Rodrigues (Republicanos), pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Na ocasião, o parlamentar chegou a pedir aos prefeitos que não fechem os templos religiosos.

Na Câmara Municipal, a aprovação foi ainda em fevereiro deste ano. Segundo o vereador, dr. Gian Said (MDB), que propôs o projeto, os templos religiosos “são locais que têm que se manter abertos”. Ele argumenta que, para isso, é preciso seguir os protocolos de segurança e combate à covid-19.

Sanção

O governador Ronaldo Caiado (DEM) e o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) ainda não sancionaram as leis aprovadas. Inclusive o decreto publicado na segunda-feira (1) determina o fechamento de templos religiosos para a realização de cultos e missas. Mas libera o atendimento individual e com agendamento.

Francisco Jr, que é católico, argumenta que o funcionamento de missas “é o suporte para muitos que buscam apoio espiritual”. Ele formalizou um ofício com a solicitação para ambos os poderes reforçando o pedido de “milhares de fiéis” que o procuraram.

A solicitação ocorre em um dos piores momentos da pandemia no estado. Equipes da prefeitura chegaram a fazer estudo com mapa de calor da capital e constataram que regiões de bares, restaurantes e templos religiosos são considerados aqueles com maiores potenciais de aglomeração.

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), definiu, na segunda-feira (1), igrejas como atividades essenciais.