2022

Marconi faz críticas a procurador que fez operação às vésperas da eleição

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) fez críticas ao procurador que realizou a Operação Cash Delivery…

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) fez críticas ao procurador que realizou a Operação Cash Delivery em sua conta no Twitter. As críticas do tucano falam sobre Mário Lúcio Avelar, que desencadeou a operação no dia 28 de setembro de 2018 durante campanha para eleições daquele ano, e aparece na lista de supersalários pagos a membros do Ministério Público Federal no fim do ano passado.

No Twitter, Marconi Perillo escreveu que o procurador “armou uma operação espetaculosa” como o objetivo de derrotá-lo e “eleger um amigo”. O ex-governador, que então concorria ao Senado, diz que a Operação Cash Delivery interferiu decisivamente no resultado da eleição.

O tucano aponta que o procurador agiu com ações políticas encomendadas contra ele, mas que acumula derrota em cima de derrota nas ações na Justiça. Diz ainda que Mário Lúcio Avelar não explica o salário que recebeu no fim do ano passado e cobra transparência.

“Agora, quando precisa explicar os R$ 466.386,33 que recebeu em dezembro de 2021, ele se irrita, ataca o jornal e a jornalista, acusa outros poderes, mas não se explica. Não explica porque o que ele fez não tem explicação e é imoral”, publicou Marconi Perillo.

O tucano ainda acusa Mário Lúcio Avelar de militar politicamente dentro do MPF. “Se ele vive de férias, cursos no exterior e licenças para exercer sua principal atividade, que é a militância política, como teria direito a receber essa fortuna? Se outro tivesse recebido essa fortuna, ele já teria apresentado denúncia e divulgado na mídia com estardalhaço”, pontuou.

O Mais Goiás tenta contato com o procurador. O espaço está aberto para a livre manifestação.

O que foi a Operação Cash Delivery?

A Operação Cash Delivery foi desencadeada no dia 28 de setembro de 2018. O que motivou a apuração policial foram delações premiadas de executivos da Odebrecht. Eles afirmaram ter repassado R$ 12 milhões para campanhas de Marconi em 2010 e 2014, em troca de favores no governo. Para a Polícia Federal, o ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) Jayme Rincón era quem recebia os recursos em nome de Perillo, que foi apontado como chefe do esquema.

Além de checar endereços do tucano, agentes também prenderam Jayme Rincon, coordenador de campanha do governador derrotado nas eleições daquele ano, José Eliton (PSDB).