Racha no PSB: Aava minimiza divisão e diz ter aval nacional para montar chapas
Presidente estadual afirma que, apesar da divergências entre deputados, estratégia visa fortalecer bancada na Alego

A presidente estadual do PSB, vereadora Aava Santiago, afirmou ter anuência da direção nacional da sigla para a montagem de chapas em Goiás e minimizou o racha entre lideranças do partido. Após o deputado Karlos Cabral subir à tribuna da Alego para questionar a filiação do colega Rubens Marques que, segundo ele, teria ocorrido pela “porta dos fundos”, Aava declarou ao Mais Goiás que a articulação faz parte da missão recebida da direção nacional de ampliar a bancada na Assembleia e retomar espaço no Congresso. “Eu disse que não faria chapinha”, acrescentou.
A parlamentar destacou, inclusive, que a construção da chegada de Rubens aos quadros do PSB não foi simples. “O deputado Rubens assumiu o mandato na metade da legislatura. Então, mesmo sendo desafiador para ele, acreditou no projeto apresentado, no fortalecimento da chapa, e veio. Com isso, temos uma das chapas mais competitivas da Assembleia Legislativa. Nós, enquanto direção do partido, daremos todas as condições não só para os três deputados, mas para toda a nossa nominata”, afirmou.
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Apesar do clima tenso entre os deputados, Aava descartou qualquer crise interna. “O que temos é um partido maduro o suficiente para reunir grandes quadros que divergem sobre decisões e posicionamentos, mas convergem no propósito de fortalecer a sigla, que é a nossa grande missão.”
Ela também apostou que, com trabalho, os ruídos tendem a desaparecer. “Tenho certeza de que os deputados vão se concentrar em suas bases, ampliar o alcance dos mandatos e retornar à Alego ainda maiores do que já são.”
Decompasso
Na última terça-feira (14), o deputado Karlos Cabral expôs um ambiente de tensão nos bastidores do PSB goiano durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O parlamentar afirmou que o deputado Rubens Marques teria deixado o União Brasil para ingressar no partido “pela porta dos fundos”, o que traduz, para ele, uma forma sorrateira e obscura de se fazer política.

“Não tenho o menor motivo para esconder que o deputado entrou nesse partido pela porta dos fundos, desrespeitando toda uma lógica de construção coletiva. Eu não acredito nesse tipo de política e não aprovo esse tipo de conduta. Ele poderia ter procurado a via do diálogo, mas preferiu entrar da maneira mais indigna como alguém pode entrar num partido”, disse.
Cabral também sinalizou que vai levar o caso à direção nacional da sigla e, se preciso, à Justiça. “E se ainda acontecer de, por ventura, a gente perder na Justiça, ele não vai ter vida fácil porque a escolha de candidatos é feita em convenção. (…) Vou trabalhar com cada um para que não honre a entrada de quem usou o modo mais obscuro da política para sorrateiramente chegar aqui”, emendou.
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Por outro lado, o deputado Rubens Marques disse à reportagem que se filiou ao partido a convite da presidente estadual, Aava Santiago. “No momento da filiação, não houve qualquer tratativa ou discussão relacionada à composição de chapa, tendo sido feito apenas o convite formal de ingresso”, declarou. Questionado se considera deixar o partido, disse que não.