COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Wilder enfrenta racha no PL na largada da pré-candidatura

Ausências em Anápolis e falta de sinais de pacificação expõem dificuldade do senador em unificar o partido

Wilder Morais tenta fazer a pré-candidatura ao governo de Goiás decolar, mas ainda não tem o PL todo alinhado com o projeto. O encontro em Anápolis no último sábado (14/3), que deveria marcar força na largada para a pré-campanha, acabou expondo fissuras no PL e ligou o sinal amarelo: o senador entra na disputa sem ter resolvido a casa.

As ausências chamaram mais atenção do que as presenças. Lideranças importantes do partido ficaram fora e não apareceram, como o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, e o deputado federal e pré-candidato ao Senado Gustavo Gayer. “Eles ainda não entraram no projeto e tenho dúvidas se entrarão. São desfalques de peso”, disse um dirigente do PL à coluna do Mais Goiás.

Desde que assumiu a pré-candidatura do PL em Goiás, Wilder tenta colocar o partido em campo, mas esbarra em resistências internas, disputa por espaço e falta de alinhamento entre os próprios aliados. “O partido não está falando a mesma língua”, resume um interlocutor.

Há também uma disputa silenciosa por protagonismo. Parte do grupo ainda não vê a pré-candidatura como consolidada e prefere segurar posição enquanto observa o cenário. Outros aguardam definição mais clara sobre composição de chapa e alianças antes de entrar de vez. 

Para Wilder, o projeto perde força logo na largada. E abre espaço para adversários ocuparem terreno enquanto o PL ainda tenta se organizar. A avaliação dentro do próprio partido é que o tempo já começou a apertar. 

Wilder tenta reagir colocando a chapa na rua, ampliando agendas e apostando em visibilidade para forçar o próprio partido a se alinhar. Mas, por enquanto, a divisão persiste.