Psicólogas denunciam homem que marcava consultas on-line para assediá-las no DF

Ministério Público de São Paulo investiga o caso

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Entenda o que é o Starlink, serviço de internet por satélite de Elon Musk (Foto: Pixabay)

Cerca de 21 psicólogas denunciam um homem que buscava por atendimento psicológico on-line, e, durante a terapia, ou até por mensagem, assediava sexualmente as profissionais. Até o momento vítimas do Distrito Federal (DF) e de São Paulo haviam se manifestado. Segundo a polícia paulista, que investiga o caso, o homem age há cerca de um ano, e é provável que o número de vítimas seja maior.

A psicóloga Liliany Silva é uma das vítimas do DF e disse que o suposto assediador realiza o contato on-line para receber atendimentos particulares. Ela chegou a fazer uma publicação em suas redes sociais contando o caso e outras profissionais da área comentaram a postagem, alegando também terem sido vítimas do mesmo homem.

“Algumas delas atenderam a ligação, pensando se tratar de um paciente mesmo. Quem atendeu contou que ele mostra apenas o rosto, mas faz movimentos e tem respiração de quem está se masturbando”, relatou Liliany ao completar que o homem chegou a oferecer R$ 1 mil para uma das psicólogas, para que ele pudesse ficar olhando para os seios dela.

A profissional acredita que ele escolhe o perfil pela internet. “No primeiro momento eu atendi a demanda por mensagem e disse que precisava marcar uma entrevista inicial, uma primeira sessão. Aí ele começa a falar que precisa explicar uma coisa antes, liga de vídeo chamada e afirma que tem uma deficiência física, e por isso tem que ser por vídeo”, relatou a vítima em entrevista ao Correio Braziliense.

Segundo os relatos, quando as profissionais negam o atendimento, o suspeito manda mensagens ofensivas e cita palavras de cunho sexual.

Caso é investigado

Como algumas profissionais de São Paulo também foram assediadas, as vítimas denunciaram o caso ao Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência do Ministério Público paulista.

De acordo com a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo os detalhes da investigação são “reservados por se tratar de crime sexual”.

O Ministério Público paulista disse que “o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência (NAVV) do MPSP informa que ouviu algumas vítimas, prestou assistência e providenciou as orientações necessárias e requisitou a instauração de inquérito policial à Delegacia de Defesa da Mulher. As investigações estão em andamento para prosseguimento das diligências e correm sob sigilo”.