Regina Duarte deixa Cultura do governo Bolsonaro para assumir Cinemateca

Atriz havia assumido cargo no governo no dia 4 de março e estava em "altos e baixos" com o presidente. Ela também era criticada pela classe artística

Bolsonaro compartilha vídeo de Mário Frias e levanta dúvidas sobre futuro de Regina Duarte
Regina e Bolsonaro: gera espanto a ausência de declarações de pesar pelas mortes de ícones da cultura brasileira Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

A atriz Regina Duarte não está mais no comando da Secretaria de Cultura do Governo Bolsonaro. O presidente anunciou nesta quarta-feira (20) que a ex-titular da Secretaria Especial irá assumir a Cinemateca, em São Paulo. De acordo com nota divulgada pelo presidente em rede social, a atriz alegou que “sente falta de sua família”.

Jair destacou que haverá uma transição e que ela continuará ajudando a Cultura, assumindo a Cinemateca Brasileira em São Paulo. A instituição é responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.

A atriz assumiu a pasta em 4 de março com a missão de “pacificar” a área da Cultura, mas recebeu muitas críticas de colegas, como Antônio Fagundes, em razão de sua atuação na pasta. A saída de dela do governo já era um desejo de parte das pessoas ligadas ao presidente.

No mês passado, Bolsonaro havia se queixado que gostaria que Regina estivesse mais próxima. Ela estava trabalhando de forma remota, em São Paulo. O possível substituto na pasta é o ator Mário Frias.

Regina Duarte  perdeu um dos seus primeiros nomeados na última sexta-feira (15). O secretário especial adjunto, Pedro José Vilar Godoy Horta, foi exonerado do cargo. A demissão, publicada em edição extra do Diário Oficial foi assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.