Secretário diz que venda da concessão da Enel deve se concluir em dois meses

Companhia afirma que "acionista controlador avaliará manifestações [de interesse na concessão] recebidas"

Secretário diz que venda da concessão da Enel deve se concluir em dois meses
Secretário diz que venda da concessão da Enel deve se concluir em dois meses (Foto: Divulgação - Enel Goiás)

A venda da concessão da Enel em Goiás deve ser finalizada em dois meses, segundo estimativas do governo – a administração estadual não participa, mas acompanha o processo. A informação é do secretário-geral da Governadoria do estado Adriano da Rocha Lima à rádio CBN GoiâniaO valor avaliado é de R$ 10 bilhões.

Rocha Lima disse à rádio, inclusive, que já existem diálogos com possíveis compradores. Apesar disso, não há confirmação de que a venda vai realmente acontecer. Ainda assim, nos bastidores, duas empresas estariam interessadas: a Energisa e a Equatorial.

A Energisa tem distribuidoras no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Minas Gerais. Ela é a favorita. A Equatorial, no Amapá e no Rio Grande do Sul. Também à rádio, Adriano afirmou que cobra transparência da empresa sobre as possíveis negociações, mas como a companhia não tem obrigação de prestar contas, existem dificuldades.

Segundo a empresa (em outras ocasiões), foram investidos mais de R$ 5,7 bilhões no sistema elétrico de Goiás. Ainda assim, tem recebido pressão para melhorar o serviço prestado.

O Mais Goiás procurou a Enel, que reencaminhou um “fato relevante” do último mês ao portal como resposta. Segundo o comunicado de 28 de julho deste ano, assinado pela diretora de administração, planejamento e controle financeiro e de relações com os investidores, Michelle Rodrigues Nogueira, “conforme informado à administração por seu acionista controlador, o mesmo está recebendo manifestações de interesse para aquisição de ações da Companhia de sua titularidade”.

Ainda de acordo com o documento, “o acionista controlador avaliará manifestações recebidas e, conforme o caso, seguirá os trâmites aplicáveis, inclusive junto às autoridades competentes”. A companhia, todavia, reforça que a “alienação das ações” é decisão dos acionistas, mas que não há contrato firmado com este objetivo no momento.

“Da mesma forma, a Companhia reitera que, se e quando for o caso, qualquer operação dependerá da obtenção das aprovações necessárias e observará os termos da regulamentação aplicável. A Companhia manterá seus acionistas e o mercado em geral informados, na forma da lei e da regulamentação aplicável.”

Confira o “fato relevante” AQUI.