Segundo turno em Goiás termina com uma detenção e sem registros graves

Para o TRE-GO, eleições transcorreram na mais perfeita tranquilidade

As eleições de segundo turno em Goiás correram na mais perfeita tranquilidade, na avaliação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO). Apenas uma pessoa foi detida e somente 22 urnas precisaram ser substituídas, em Goiânia e Anápolis.

O secretário de Tecnologia da Informação do órgão, Dory Gonzaga, afirmou que as apurações começaram e se encerraram dentro do prazo previsto. Segundo ele, houve um pequeno atraso no deslocamento dos presidentes de mesa aos locais de apuração devido às chuvas, mas nada que tenha causado maiores prejuízos.

Para ele, um dos motivos da tranquilidade constatada neste domingo é a familiaridade que a população adquiriu com o processo eleitoral. “O segundo turno, com apenas dois candidatos, é uma votação mais simples para o eleitor. E o mesário também pega o jeito de identificar o eleitor de forma mais rápida”, diz. Ele ressalta também que o grande número de abstenções, cerca de 24% do eleitorado dos dois municípios, tornou a eleição mais pacífica.

O coronel Divino Alves, comandante geral da Polícia Militar, destaca que a civilidade da população pode ser percebida, inclusive, na ausência dos “santinhos” nos locais de votação – cenário completamente oposto ao que ocorreu no primeiro turno. “Principalmente pelo fato de não ter disputa para os cargos de vereadores há uma maior calmaria no processo como um todo”, afirma.

Alves confirmou a prisão de apenas uma pessoa, a mesária Waléria Nogueira. Ela é filha de um vereador de Anápolis, Jerry Cabelereiro (PTB) – que tentou, mas não conseguiu ser reeleito neste ano – e estava atuando como mesária, o que é vedado pelo Código Eleitoral. Waléria foi encaminhada à Polícia Federal, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberada.

O comandante aproveitou para esclarecer, também, que, ao contrário do que dizem rumores que circulam pelas redes sociais, a Polícia Militar não está preparando nenhum tipo de ação contra os manifestantes que ocupam prédios federais em protesto contra a PEC 241 (que agora tramita no Senado como PEC 55). “Isso não procede. Nós estamos intensificando nossas ações na cidade de Goiânia e isso não tem nada a ver com a ocupação de prédios públicos federais, até porque por serem federais não são de competência do Estado”, pontuou.