Suspeito de dar golpes em comerciantes da 44 cai em armadilha e é preso

Prejuízo causado às vítimas gira em torno de R$ 500 mil

Um homem de 35 anos foi preso, no final da tarde da última quarta-feira, 2, em Goiânia, suspeito de integrar um grupo criminoso que, desde o início da pandemia do coronavírus, estaria aplicando golpes em comerciantes do ramo de confecção da região da 44. A prisão do suspeito ocorreu graças a uma armadilha planejada pela Guarda Civil Metropolitana no exato momento em que o homem aplicava mais um golpe.

De acordo com informações da GCM, o grupo criminoso do qual o suspeito preso seria integrante nasceu em Minas Gerais e aplicou golpes em comerciantes da região da 44, da avenida Bernardo Sayão e de outras diversas lojas espalhadas pela capital que trabalham no ramo de confecções.

Ao Mais Goiás, o comandante Damata, da GCM, conta que o o golpe aplicado pelos criminosos utilizava, possivelmente, cartões de crédito clonados e era de “alta complexidade”. “Eles fazem a compra no cartão e o dinheiro cai na conta do comerciante. O comerciante até confere. Mas depois, os criminosos estornam o dinheiro e cancelam o cartão. Tudo leva a crer que são cartões clonados ou fantasmas”, explica o comandante.

Segundo Damata, o prejuízo às vítimas gira em torno do valor de R$ 500 mil, com a ação criminosa levando várias lojas à falência.

GCM preparou armadilha para suspeito de golpes

Ainda conforme relato do Comandante Damata, uma mulher que já teria sido vítima do grupo criminoso foi procurada por um cliente que manifestou interesse em comprar sua mercadoria da mesma forma que o grupo criminoso. A mulher desconfiou do tal cliente e acionou a GCM, que, junto com a vítima, arquitetou um plano para capturar o suspeito.

A mulher, então, marcou com o suposto cliente em uma região do Setor Pedro Ludovico, próximo ao Jardim Botânico. No momento em que o homem colocava a mercadoria “comprada” no carro, foi abordado pela GCM, que aguardava em local próximo, e preso em flagrante.

Com a mercadoria recolhida o homem preso pelos guardas civis que também usava um primo e alguns amigos motoristas de aplicativos pra recolher as roupas, levava as mercadorias para Uberaba (MG) e algumas vezes para Brasília. O suspeito, que já tinha outras passagens pela polícia, foi conduzido à Central de Flagrantes e autuado no Art 171 (estelionato), ficando a disposição da Justiça.