Suspeito de triplo homicídio confessa à polícia que matou esposa mesmo sabendo da gravidez

Vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra Wanderson relatando detalhes do ocorrido e calado quando questionado sobre enteada

Wanderson em depoimento a Polícia. (Foto: Captura)

Suspeito de matar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro, em Corumbá de Goiás, Wanderson Mota Protácio disse à Polícia Civil que sabia da gestação da sua companheira e que ela fazia acompanhamento pré-natal.

Em vídeo divulgado pela Polícia Civil nesta terça (07), o caseiro ainda responde sobre o período gestacional da companheira que era de 04 meses. Wanderson se cala quando questionado sobre a morte da enteada.

No vídeo, Wanderson também pede desculpas a família da mulher. “Peço perdão para a mãe dela, mas ela não vai me perdoar não. Eu acabei com a vida dela e com a minha”.

O vídeo ainda mostra Wanderson relatando como tudo teria acontecido. “Eu joguei o copo no chão né, e ai ela veio com uma faca para cima de mim, aí eu esbarrei nela e joguei ela no chão”. De acordo com a Polícia Civil, Wanderson Mota Protácio confessou autoria do triplo homicídio de Corumbá, ocorrido no dia 28 de novembro. Na ocasião, ele matou a mulher dele, Ranielle Aranha, que estava grávida de 4 meses, a enteada de 2 anos e um fazendeiro.

Wanderson se entregou à polícia após 6 dias de buscas

Wanderson Mota Protácio se entregou à polícia depois de uma caçada que durou 6 dias. Nesse período, ele saiu de Corumbá de Goiás, onde matou três pessoas e tentou matar e estuprar uma quarta vítima, antes de roubar um carro e fugir para a região de Abadiânia. Crimes aconteceram no domingo (28/11). O suspeito se entregou no sexto dia de caçada, no último sábado (4), após invadir uma propriedade rural e ser convencido pela proprietária a encerrar a fuga.

Antes de se entregar, porém, Wanderson esteve em Goianápolis, na quinta (2) e em uma chácara em Abadiânia, na terça (30). O homem estava sendo procurado há seis dias pelas mortes da companheira, Ranielle Aranha Figueiró, de 19 anos, e da filha dela, Geysa Aranha Rocha de Souza, de 2 anos. Ranielle estava no quarto mês de gestação. Ela e a filha foram degoladas.

Por @lucasalmeidajor do Mais Anápolis Vídeo: Polícia Civil