Criminosos que venderam o mesmo carro para 24 pessoas são presos em Brasília e Anápolis (GO)

Suspeitos fizeram 24 vítimas em Minas Gerais. Bahia, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Rondônia

Suspeitos que aplicaram golpes na venda de carro em 24 vítimas são presos em Brasília e Anápolis (GO)
Suspeitos que aplicaram golpes na venda de carro em 24 vítimas são presos em Brasília e Anápolis (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O líder e outros dois integrantes de uma organização criminosa que aplicou golpes na venda de um carro em mais de 24 vítimas de seis estados, foram presos pela Polícia Civil nesta terça-feira (21), em Brasília (DF) e Anápolis, a 55km de Goiânia. A estimativa é que a organização tenha movimentado cerca de R$ 70 mil com valores oriundos de golpes. Além das prisões, a polícia cumpriu cinco mandados de busca domiciliar, bloqueou 47 contas bancárias e apreendeu um imóvel.

Segundo o delegado João Carlos de Freitas, responsável pela investigação, o grupo anunciava a venda de um Toyota Corolla em aplicativos de vendas e redes sociais e disponibilizava um número para que os interessados entrassem em contato e, assim, negociassem a venda do veículo e o frete para entregá-lo. As vítimas realizavam as transferências, mas não recebiam o carro.

“Eles (suspeitos) inventavam desculpas para que as vítimas depositassem mais dinheiro. Falavam que teve problema com o frete, que o caminhão que transportava o carro estragou e precisava de dinheiro para consertar e prosseguir com o transporte, outras vezes diziam que a gasolina acabou e pediam mais transferências para colocar gasolina. As vítimas iam depositando até perceberem que caíram em um golpe”, explica o delegado.

A Operação Conta Gotas teve inicio em setembro de 2021 após uma vítima denunciar que efetuou um depósito de R$ 12,5 mil na conta de um morador de Anápolis como pagamento do frete na compra de um Ford F-400.

Ao longo da investigação, a polícia descobriu que, além de Goiás, a organização criminosa aplicou o golpe em Minas Gerais. Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.

Os bens apreendidos serão usados para restituir as vítimas. Os três suspeitos seguem presos por estelionato virtual e associação criminosa à disposição da Justiça. A investigação continua a fim de identificar e prender outros envolvidos.

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