WhatsApp lança testes de assinatura paga com recursos exclusivos de personalização
Batizado de WhatsApp Plus, plano premium está disponível para grupo restrito de usuários sem previsão de chegar ao Brasil

O WhatsApp começou a testar, nesta segunda-feira (20), uma assinatura paga chamada WhatsApp Plus, que oferece recursos extras de personalização e organização para os usuários. O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla da controladora Meta de diversificar suas fontes de receita para além do modelo baseado em publicidade.
“O WhatsApp está testando uma nova assinatura opcional chamada WhatsApp Plus, desenvolvida para usuários que desejam mais formas de organizar e personalizar sua experiência”, informou a empresa em comunicado. “Estamos começando com um teste pequeno para coletar feedback e garantir que estamos criando algo que as pessoas considerem realmente valioso.”
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O que está incluído no plano
Os recursos do plano pago são em grande parte estéticos, sem muitos acréscimos funcionais. Entre as novidades, os assinantes podem fixar até 20 conversas na tela inicial do app — um salto significativo em relação ao limite atual de apenas três chats. O plano também inclui figurinhas animadas exclusivas, temas personalizados, toques exclusivos e configurações customizadas.
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Os assinantes terão ainda acesso a configurações de privacidade e visualização que podem ser aplicadas em massa para listas inteiras de contatos. A empresa deixou claro que não pretende cobrar pelo envio de mensagens privadas nem pelos recursos básicos do aplicativo.
Quanto vai custar
Embora a empresa não tenha especificado o preço oficialmente, o site WABetaInfo — que foi o primeiro a reportar o recurso — observou que o plano pode custar € 2,49 por mês na Europa (valor equivalente a R$ 14,60) e cerca de US$ 0,82 (R$ 4,72) no Paquistão. A empresa também está oferecendo um teste gratuito de um mês aos usuários. No Brasil, a Meta ainda não divulgou os valores para o mercado nacional, nem quando vai disponibilizar os novos recursos.
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A assinatura é renovada automaticamente, mas pode ser cancelada manualmente. Para evitar a cobrança no mês seguinte, é necessário cancelar com ao menos 24 horas de antecedência da próxima cobrança.
Estratégia da Meta
Há mais de uma década, o WhatsApp cobrava uma taxa de assinatura de US$ 1 em algumas regiões, mas depois de ser comprado pelo Facebook abandonou a taxa em 2016. Desde então, construiu seu negócio permitindo que empresas alcançassem usuários no WhatsApp e criando anúncios click-to-WhatsApp, que se tornaram um negócio significativo para a Meta.
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A empresa revelou, em sua teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025, que a receita de sua família de aplicativos aumentou 54% ano a ano, para US$ 801 milhões, impulsionada por mensagens pagas no WhatsApp. A receita do WhatsApp ultrapassou a taxa anualizada de US$ 2 bilhões no quarto trimestre.
O WhatsApp Plus segue o caminho já aberto por outras plataformas da Meta. No mês passado, a empresa iniciou os primeiros testes de um plano pago no Instagram. Embora um dos aplicativos de mensagens mais usados do mundo, o WhatsApp sempre foi menos personalizável do que concorrentes como o Telegram, que oferece customização de praticamente todos os elementos do app — e é claramente esse o caminho que a Meta está mirando.
Disponibilidade
Como o WhatsApp Plus é um teste inicial em mercados limitados, apenas alguns dos mais de 3 bilhões de usuários do WhatsApp poderão comprar o plano pago neste momento. A expectativa é que haja um lançamento mais amplo para iOS, Mac e demais plataformas, mas ainda não há anúncios sobre o prazo oficial.
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