Trabalhadores dos Correios em Goiás mantém greve por tempo indeterminado

Funcionários reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação do período e manutenção de direitos e benefícios

Após deliberação em assembleias na tarde desta sexta-feira (13), trabalhadores dos Correios em Goiás decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação já havia sido decretada na última terça-feira (10) a partir das 22 horas. Os funcionários reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação do período (3,25%). Além disso, pedem pela manutenção dos direitos e benefícios já garantidos em acordos passados.

Em Goiânia, os chamados ecetistas se reuniram em frente à Agência Central, na Praça Cívica. Além da capital, outras 15 cidades do estado também aderiram à greve. Dentre elas estão Jataí, Caldas Novas e Itumbiara. Sindicato aponta cerca de 700 funcionários estão paralisados.

Em Anápolis, grevistas doaram sangue no Instituto Onco-Hematológico, durante o ato. Dez funcionários participaram. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Goiás (Sintect-Go), o intuito é mostrar que os trabalhadores não doaram sangue apenas para empresa, mas também por toda a sociedade.

Foto: Divulgação/SintectGO

Elizeu Pereira da Silva, secretário geral do Sintect, conta que o grupo levou 70 dias negociando com a empresa. “A única proposta que ela apresentou foi de extinguir 15 cláusulas do nosso acordo coletivo. E parte delas apresentam reduções, como dos nossos tickets extras, por exemplo”, relata.

“Além disso tem a questão da privatização, que o presidente já falou reiteradas vezes a respeito, sem discutir critérios técnicos e os números da empresa, se são positivos ou negativos”, diz. “Esse cenário nos levou à greve, que está fortíssima e é a maior da história do Estado de Goiás, considerando a adesão do pessoal do interior”, acrescenta.

Nesse contexto, ele diz ainda que no final do mês de agosto o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou proposta de extensão do acordo coletivo por 30 dias. “Nós aceitamos e a empresa não aceitou”, afirma. “Quando decretamos a greve, já no dia 12 teve reunião e eles se propuseram de, pelo menos, sentar para conversar”. Elizeu afirma que na segunda ou terça-feira da próxima semana uma nova assembleia será convocada para definir a suspensão ou continuidade da paralisação da categoria.