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“Vocês não conhecem as ruas”, disse Bolsonaro a Guedes e equipe ao defender Auxílio Brasil de R$ 400

Nesta sexta, ministro tentou jogar a culpa de insensibilidade com os pobres no ex-secretário do Tesouro

Combustível deve subir mais, sinaliza Bolsonaro.
Combustível deve subir mais, sinaliza Bolsonaro. "Só ver o dólar" (Foto: Agência Brasil)

Uma das reuniões sobre o Auxílio Brasil teve uma bronca de Jair Bolsonaro dirigida a Paulo Guedes e equipe.

Enquanto o ministro da Economia e seus auxiliares diziam que estaria de bom tamanho fixar o valor do novo Bolsa Família em menos do que R$ 400, o presidente da República respondeu que eles defendiam isso porque não conhecem as ruas, não tratam com o povo.

No encontro, Bolsonaro também lembrou que é ele quem manda e que todos devem seguir suas ordens.

Essa reunião ocorreu na segunda-feira (18). Nela, o agora ex-secretário do Tesouro Bruno Funchal estava presente. Em entrevista nesta sexta (22), Guedes tentou jogar a culpa de insensibilidade com os pobres ao ex-auxiliar, a quem chamou de “jovem” em todos os momentos.

Bolsonaro e Guedes se reencontraram nesta sexta-feira (22), depois de uma crise gerada pela debandada de secretários de Guedes, motivada pela manobra no teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas federais, para pagar R$ 400 de Auxílio Brasil.

A medida deve abrir um espaço no Orçamento de 2022 de mais de R$ 80 bilhões. Com isso, o governo Bolsonaro espera pagar o Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família, de R$ 400, e um auxílio combustível para caminhoneiros.

Quatro secretários da equipe econômica pediram demissão por discordarem das decisões.