ESTRAGOS

Chuvas deixam ao menos 14 mortos e fazem Juiz de Fora decretar calamidade

A cidade decretou estado de calamidade pública na madrugada de hoje após registrar enchentes e deslizamentos, e contabiliza desabrigados

DA FOLHAPRESS* | Ao menos 14 pessoas morreram desde a noite de segunda-feira (23/2) por causa das fortes chuvas que atingem Juiz de Fora (MG). A cidade decretou estado de calamidade pública na madrugada de hoje após registrar enchentes e deslizamentos, e contabiliza desabrigados. A maioria dos mortos está nos bairros JK e Santa Rita, com quatro vítimas em cada. As mortes aconteceram em deslizamentos nas ruas Natalino José de Paula e na rua Orville Derby Dutra.

Duas pessoas morreram no bairro da Vila Ideal, na rua João Luís Alves. Os bairros de Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa têm cada um uma morte, segundo o balanço da prefeitura. Ao menos 440 pessoas estão desabrigadas, segundo estimativa da Prefeitura de Juiz de Fora. Ao todo, 251 ocorrências relacionadas às chuvas foram registradas nesta manhã, segundo o balanço municipal.

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As aulas de hoje nas unidades da rede municipal e estadual foram suspensas e duas escolas foram abertas para o acolhimento de desabrigados. São elas: Murilo Mendes, no Alto Grajaú, e Camilo Ayupe, no Paineiras.

Segundo o relato dos solicitantes ao Corpo de Bombeiros, ao menos oito pessoas estão soterradas. Pelo menos outras quatro pessoas estão presas e sem conseguir sair das próprias casas por causa de deslizamentos. Retroescavadeiras e outros materiais da prefeitura são usados para os resgates.

No bairro de Linhares, os bombeiros foram chamados para o desabamento de seis casas, segundo informações preliminares. Em uma das residências soterradas estaria uma criança.

Nas redes sociais, moradores relatam alagamentos, crateras abertas nas ruas, medo de mais chuvas e casas soterradas. No bairro de Cidade Industrial, algumas pessoas precisaram ser resgatadas de barco.

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Uma equipe especializada de Belo Horizonte foi mobilizada para a cidade, que fica a 260 km da capital mineira. Vinte e dois militares e três cães de busca estão a caminho da cidade, segundo o CBMMG.

Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 584 mm até o momento, o dobro do esperado para o mês. “É uma situação extrema, que permite medidas extremas”, disse a prefeita Margarida Salomão (PT), em vídeo postado nas redes sociais.

O acumulado de chuva ultrapassou 180 milímetros em alguns pontos do município. No bairro Nossa Senhora de Lourdes, o volume chegou a 186,1 mm. Em Santa Rita, foram registrados 172,7 mm. Já no Distrito Industrial, o acumulado atingiu 161,2 mm, sendo o terceiro local mais afetado.

A prefeitura orienta a população a permanecer em locais seguros e evitar deslocamentos desnecessários. Avenida Desdedith Salgado está com o tráfego limitado após a queda de uma árvore. Já as ruas Olavo Bilac e Bernardo Mascarenhas estão bloqueadas por galhos.

O decreto de calamidade permite o recebimento de recursos estaduais e federais. O documento entra em vigor nesta hoje e ficará 180 dias em vigor.