Professor de Veterinária é investigado por vazar de fotos íntimas de aluna em Anápolis
Briga com namorado da vítima parou na delegacia, onde denúncia foi formalizada

Um professor de Medicina Veterinária de uma instituição de ensino superior em Anápolis é acusado de invadir o celular de uma aluna para furtar e vazar fotos e vídeos íntimos da estudante. Ele, que responde por crime de violação de dispositivo informático e exposição não consentida, teria se aproveitado do acesso ao telefone para transferir as imagens para o seu aparelho pessoal. O caso veio à tona quando os arquivos foram compartilhados em grupos de mensagens.
Ao saber do ocorrido, o namorado da aluna decidiu ir ao campus tomar satisfação do professor. Uma discussão acalorada teve início e logo evoluiu para troca de agressões. A Polícia Militar foi acionada para restabelecer a ordem e conduziu os envolvidos à delegacia. No distrito policial, os fatos foram formalizados e o docente agora responde pelo suposto crime de invasão e compartilhamento ilícito.
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Até o momento, a direção da unidade de ensino não emitiu comunicado sobre o caso ou sobre a permanência do professor no quadro de funcionários, nem mesmo se foi aberto processo administrativo disciplinar para apurar o desvio de conduta.
Implicações Legais
O Código Penal Brasileiro é rigoroso quanto a condutas que violam a privacidade digital e a honra sexual, enquadrando a invasão cibernética pela Lei Carolina Dieckmann, que pune o acesso forçado a dados em dispositivos alheios com detenção, além de tipificar a difusão de conteúdo íntimo no artigo 218-C, que prevê reclusão de até cinco anos para quem propaga esse tipo de material, com pena passível de agravamento devido à relação hierárquica de mestre e aluno.
Em casos de exposição não consentida, a recomendação é registrar imediatamente o conteúdo — como links e capturas de tela — por meio de uma ata notarial em cartório ou ferramentas de preservação digital. Esse cuidado garante que a prova tenha validade jurídica e não seja perdida caso o autor apague o material antes da investigação da Polícia Civil.
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