Apagão em Goiânia obriga hospital a operar com gerador por 17h seguidas
Oscilação de energia provocou danos severos aos equipamentos da subestação interna do hospital

O Hospital do Coração Anis Rassi operou exclusivamente por meio de um gerador até às 16h da tarde desta segunda-feira (19) após o apagão que atingiu a região central de Goiânia na noite de domingo, 18. O dispositivo da unidade de saúde trabalharam sem parar desde às 23h, consumindo mais de mil litros de combustível – cerca de R$ 6,5 mil.
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Conforme a unidade de saúde, embora técnicos da concessionária Equatorial tenham comparecido à unidade nesta manhã para restabelecer a conexão, a oscilação da rede provocou danos severos aos equipamentos da subestação interna do hospital. Ao Mais Goiás, o diretor executivo da unidade, Gilmar Pires, informou que a retomada do fornecimento da rede pública dependeu de uma manutenção complexa e de alto custo para a troca de peças danificadas.
“A gente chamou a empresa em caráter de emergência e ainda não sabemos o que foi feito de troca. Pedimos para fazer o que era necessário, mas ainda não temos essa conta. Em relação aos equipamentos, até o momento não foi detectado nenhum dano”, explicou.

Conforme Gilmar, o gerador suporta manter o hospital sem reabastecer por até 10 horas, a depender da demanda – fato que fez com que a unidade de saúde continuasse os atendimentos, minimizando danos aos pacientes. O que mais preocupou o hospital foram as áreas consideradas críticas, como o centro cirúrgico e as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
“Também temos a emergência, que possui os leitos de reanimação, ventilação mecânica. Sem energia é impossível funcionar e isso coloca em risco a vida do paciente. Como em todo hospital, estamos com pacientes graves e, praticamente, todos eles dependem da energia para ter uma assistência adequada”, reforçou Gilmar.
De acordo com o diretor, os picos de energia se tornaram frequentes na região. A preocupação relacionada às interrupções no fornecimento de energia também foi manifestada em nota pela Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg).
Conforme a Ahpaceg, a instabilidade ou ausência de energia elétrica compromete diretamente a segurança assistencial, colocando em risco pacientes e prejudicando serviços de diagnóstico, além da conservação de medicamentos, equipamentos de alto custo e insumos vitais.
A associação chegou a cobrar providências imediatas da Equatorial, assim como a responsabilização dos entes envolvidos. Em nota, a Equatorial afirmou que foi registrado o desarme de um equipamento na Subestação Xavantes, sob responsabilidade da transmissora EDP, o que provocou a interrupção no fornecimento de energia para clientes atendidos pela distribuidora. A distribuidora informou ainda que segue acompanhando a ocorrência em conjunto com os agentes responsáveis, a fim de identificar as causas da falha.