VILA X OPERÁRIO-PR

Acusado de racismo, ex-presidente do Vila fala de agressão, gesto e afirma: “denúncia caluniosa”

Geso de Oliveira, ex-presidente do Vila Nova, apontado como um dos envolvidos na acusação de…

Geso de Oliveira, ex-presidente do Vila Nova, apontado como um dos envolvidos na acusação de racismo do atacante Berto, do Operário-PR, em jogo da Série B, se manifestou. Procurado pelo Mais Goiás, enviou nota afirmando que “fez um gesto ao representante da CBF de puxar o cabelo, para fazer referência à principal característica física do jogador que pudesse ser identificada de longe, que é o seu cabelo longo” para indicar qual jogador estava cometendo as agressões (“lançou diversos objetos nos torcedores e policiais da tribuna, o que está gravado em imagens”).

Geso Oliveira foi atingido por uma garrafa, arremessada por Torres, jogador do Operário-PR, e teve de levar quatro pontos no lábio superior. Em seguida, arremessou o objeto de volta ao campo, atingindo o presidente do clube paranaense.

De acordo com o ex-dirigente colorado, Berto o procurou para pedir desculpas pela agressão causada pelo companheiro de time e afirmou “que acusações eram feitas contra um outro torcedor”, mas que a versão foi alterada, “de forma caluniosa”, quando se apresentou na Central de Flagrantes da Polícia Civil de Goiânia, para registrar um boletim de ocorrência pela agressão sofrida. Geso Oliveira chegou a ser preso e foi liberado, em audiência de custódia, após medida cautelar que o impede de frequentar estádios onde o Vila jogar, até que o processo seja julgado.

-> Entenda tudo que aconteceu na confusão após o jogo

Confira a nota na íntegra:

Sobre os fatos veiculados acerca do episódio ocorridos na noite de sábado (18/04), que culminaram na acusação de injúria racial por parte do jogador do Operário Ferroviário contra mim, venho trazer os esclarecimentos sobre a verdade.

Após o jogo Vila Nova e Operário Ferroviário, realizado no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, houve uma confusão generalizada, iniciada em campo, entre os jogadores das duas equipes e, posteriormente, envolvendo torcedores que estavam sentados na tribuna de honra do Vila Nova, onde eu estava.

Na ocasião, o jogador do Operário conhecido como Berto lançou diversos objetos nos torcedores e policiais da tribuna, inclusive em minha direção, o que está gravado em imagens. Nesse momento, ao ver o representante da CBF em campo, próximo aos fatos, eu tentei indicar a ele qual era o jogador que estava cometendo as agressões. Como eu estava distante e não poderia ser ouvido, fiz um gesto ao representante da CBF de puxar o meu cabelo, para fazer referência à principal característica física do jogador que pudesse ser identificada de longe, que é o seu cabelo longo.

O gesto, que foi filmado e amplamente divulgado, posteriormente, já na delegacia, foi apontado pelo jogador como um ato de injúria racial.

Aqui, é importante destacar que, em nenhum momento antes do depoimento na delegacia, o jogador havia feito acusações contra mim. Ao contrário.

Antes disso, Berto me procurou para pedir desculpas pela grave agressão gratuita que sofri por parte do seu companheiro de time, que me acertou com uma garrafa arremessada do campo, que culminou num corte no meu lábio superior e a necessidade de quatro pontos para sutura. Em ato instintivo, arremessei de volta a garrafa para o campo.

Berto chegou a me presentear com sua própria camisa usada no jogo, na tentativa de se retratar pela confusão iniciada em campo. Nesse momento, o jogador me afirmou que não tinha quaisquer acusações de injúria racial contra mim. As acusações eram feitas contra um outro torcedor.

Tudo isso foi gravado pela própria Imprensa que cobria o jogo e foi divulgado em imagens nas redes sociais ainda na madrugada de sábado para domingo.

Após tais acontecimentos, me dirigi de forma espontânea à Central de Flagrantes da Polícia Civil de Goiânia, num ato de boa-fé, para ajudar no esclarecimento dos fatos e também para registrar um boletim de ocorrência da agressão que sofri. Mas me deparei com a mudança de afirmação do jogador, que passou a fazer acusações falsas contra mim, em depoimento à polícia.

Reforço e deixo público que, além da agressão física, fui vítima de uma clara tentativa de assassinato de reputação, a partir de denúncia caluniosa por parte do jogador do Operário Ferroviário.

Diante de tudo isso, tomarei todas as providências para me defender e administrar as consequências dessas afirmações falsas e caluniosas contra mim. Agirei de forma transparente e justa, mas firme, evidenciando sempre que nem agora ou em nenhum outro momento houve, de minha parte, qualquer ato de discriminação e/ou injúria de qualquer natureza para com outro indivíduo.

Creio na Justiça terrena que esclarecerá e atestará minha inocência, como creio na Justiça Divina, que fará prevalecer a verdade de forma absoluta.

Geso Oliveira