Garrafada, macaquinho e lágrimas. O passo a passo da confusão no OBA
Envolvidos foram encaminhados à delegacia para o registro da ocorrência
A vitória do Vila Nova na noite deste sábado (18) contra o Operário-PR no Onésio Brasileiro Alvarenga não terminou após o apito final. No confronto entre os dois invictos na competição, o Tigrão levou a melhor e venceu o adversário por 2 a 1, mas uma confusão generalizada e uma acusação de racismo marcaram o duelo em Goiânia.
Tudo começou em um bate-boca entre dirigentes da equipe paranaense, jogadores e torcedores do Vila Nova. Em determinado momento da confusão, o zagueiro Jham Torres, do Fantasma, arremessou uma garrafa em direção à arquibancada, localizada acima dos bancos de reserva, e atingiu o ex-presidente do Tigrão Geso Oliveira.
No mesmo momento, o dirigente arremessou o objeto de volta para o campo e atingiu o presidente da equipe paranaense, Álvaro Góes, que sofreu um corte no rosto e ficou caído no chão. Segundo imagens registradas pela ESPN, outros objetos foram atirados no gramado, incluindo uma lixeira.
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Acusação de racismo após a partida
Além disso, o atacante cabo-verdiano Berto, da equipe paranaense, afirmou ter sido chamado de “macaquinho”. O jogador ficou muito revoltado com a situação e, do lado colorado, o vice-presidente de finanças do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, se disse envergonhado com toda a situação.
“Nós não vamos compactuar com nenhum tipo de situação desse jeito e vamos fazer de tudo para que quem fez isso seja condenado, independentemente de quem seja. Na minha vida, se for o meu pai, vai ter que responder. Toda pessoa que comete um erro tem que assumir. Aqui (no Vila Nova) nós não temos rabo preso com absolutamente ninguém”.
Após a partida, todos os envolvidos foram para a delegacia para o registro da ocorrência. Duas pessoas foram identificadas como as responsáveis pelas ofensas e uma delas já foi conduzida para a polícia.