Paulista percorre 1.300 km de moto para conhecer a Chapada dos Veadeiros; veja relato
"Foi preciso planejar cada período do dia para aproveitar ao máximo"

Um paulista decidiu trocar o avião pela estrada e percorrer mais de 1.300 km de moto para finalmente conhecer a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O relato é do diagramador e designer gráfico Netto Gasparini, que compartilhou os detalhes da jornada marcada por paisagens naturais, planejamento rigoroso e espírito aventureiro.
A experiência reforça o que muitos motociclistas defendem: viajar sobre duas rodas é sentir cada quilômetro de forma intensa. Para Netto, o contato direto com o ambiente foi essencial para transformar o trajeto até a Chapada dos Veadeiros em parte fundamental da viagem — e não apenas um meio para chegar ao destino.

Paulista percorre longa distância de moto
A aventura começou em Vinhedo (SP), de onde o paulista partiu ainda de madrugada para encarar o primeiro grande desafio: rodar cerca de 880 km em um único dia. Ao lado de um amigo, ele cruzou cidades como Uberlândia (MG) até chegar a Cristalina, em Goiás, onde fez a primeira parada para descanso.
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No dia seguinte, foram mais 460 km até o destino final, já em território goiano. O trajeto exigiu resistência física, atenção redobrada e organização — fatores essenciais para quem decide percorrer longas distâncias de moto.

Chapada dos Veadeiros: natureza e misticismo
Localizada a cerca de 250 km de Brasília, a Chapada dos Veadeiros é considerada um dos principais destinos de ecoturismo do país. Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, a região abriga mais de 2 mil cachoeiras catalogadas, entre quedas d’água, piscinas naturais e poços cristalinos.
Além das belezas naturais, o local também atrai visitantes interessados no turismo místico, impulsionado pela presença de cristais de quartzo e pela passagem do Paralelo 14 — o mesmo que cruza regiões como Machu Picchu.
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Planejamento foi essencial
Com apenas uma semana disponível, Netto precisou organizar cada detalhe da rotina. “Foi preciso planejar cada período do dia para aproveitar ao máximo”, destacou o paulista, que viajou com pouca bagagem e roteiro bem definido.
Já na GO-239, estrada que liga Alto Paraíso de Goiás à Vila de São Jorge, o visual impressiona. O trajeto revela paredões rochosos e paisagens típicas do cerrado, com destaque para o Jardim de Maytrea, um dos pontos mais fotografados da região.

Cachoeiras e trilhas na Chapada
Ao chegar à Vila de São Jorge, porta de entrada do parque, o viajante encontrou uma estrutura voltada ao turismo, com ruas revitalizadas, restaurantes e clima acolhedor. O acesso ao parque nacional, no entanto, exige organização: a entrada é permitida apenas até o meio-dia.
Dentro da Chapada dos Veadeiros, as trilhas são autoguiadas e bem sinalizadas. Netto optou pela trilha amarela, considerada de nível moderado a difícil, com cerca de 11 km de percurso. O trajeto leva aos famosos saltos do Rio Preto, com quedas de até 120 metros de altura.
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Durante o caminho, recomenda-se levar água, usar calçados adequados e protetor solar. A estrutura do parque inclui lanchonetes, áreas de descanso e até opções de camping.

Experiência sobre duas rodas
Ao final da viagem, o relato do paulista evidencia que a experiência vai além das paisagens. A jornada de moto proporciona uma conexão diferente com o caminho, permitindo vivenciar cada trecho com intensidade.
De volta à vila, o clima tranquilo, as noites estreladas e o contato com outros viajantes completaram a experiência. Para muitos, como o próprio Netto observou, a vontade é sempre voltar — e ficar ainda mais tempo explorando a Chapada dos Veadeiros.
*Com informações da Folha de São Paulo