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Goiano emociona demais quando chega o frio

Baixa na temperatura quando aparece se transforma em comoção popular ampla, geral e irrestrita para nós goianos

Goiânia registra madrugada mais fria desde 1977 com 5ºC nesta quinta (19) (Foto: Jucimar Sousa / Mais Goiás)
(Foto: Jucimar de Sousa / Mais Goiás)

Não está fácil aguentar o cheiro de guardado das roupas que estão circulando pelas ruas de todo estado de Goiás hoje. E isso tem consequências: é espirro para tudo quanto é lado. A gente não sabe se as narinas estão atacadas por causa da covid-19 que infelizmente vem aumentando em incidência, por conta da poeira das vestimentas que não saíam do guarda-roupa há tempos ou só motivada pela virada no clima. O fato é que goianos não estamos preparados para essas temperaturas.

Desde quando o Mais Goiás compartilhou por aqui a notícia de que teríamos mínimas recordes na temperatura ao longo dessa semana, a coisa pegou um caminho sem volta. O assunto se tornou onipresente. Na imprensa, nas redes sociais, nos papos aleatórios do cafezinho da firma e principalmente nos elevadores. Aliás, se proibissem o assunto meteorologia em elevadores esses ambientes seriam de silêncio sepulcral.

A gente emociona demais com o frio. O que é totalmente compreensível. Tudo que é raro resulta em reações exacerbadas. E frio por essas plagas é mais atípico que jogo do Goiânia. Aí a gente exagera.

As roupas que usamos são muito mais pesadas do que esse frio pede. Claro! Sabe-se lá quando poderemos tirar os casacos novamente do armário.

Mas isso ainda é tranquilo frente ao desespero por pamonha. A ligação entre a iguaria feita com milho e baixas temperaturas transcende a racionalidade. Não que a gente precise de frio para ter vontade de comer pamonha. Antes fosse. Mas o termômetro marcando números modestos nos empurra para as pamonharias. E nem os preços exorbitantes cobrados pela iguaria impedem que os goianos ataquem os estoques de pamonha tal qual vikings bêbados devastavam as adegas dos castelos que invadiam.

Mas tá tudo certo, gente. Vamos curtir a comoção com as baixas temperaturas enquanto é possível. De acordo com os institutos de clima, o gelo vai até domingo.

Até lá, haja pamonha para dar conta da gente até o fim da frente fria.

@pablokossa/Mais Goiás | Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás