Sistema prisional

Após ataque a unidade de regime semiaberto, adolescente consegue fugir

Uma ação organizada dentro e fora da Colônia Agrícola do Regime Semiaberto, em Aparecida de…

Uma ação organizada dentro e fora da Colônia Agrícola do Regime Semiaberto, em Aparecida de Goiânia, levou a fuga de dois adolescentes da unidade prisional na madrugada desse sábado (11), sendo que um deles foi recapturado. De acordo com servidores, cerca de cinco pessoas entraram na área externa da unidade e realizaram mais de 30 disparos de arma de fogo contra os guardas.

Para facilitar o ataque, os suspeitos causaram um curto circuito na rede elétrica, deixando a Colônia Agrícola em completa escuridão. Além disso, chovia muito no momento. Os servidores recolheram 14 estojos deflagrados de munição calibre 9mm.

Um telefone público, janelas, paredes, portas, placas de transito, portão e um aparelho de raio x foram alvejados pelos tiros. De acordo com os servidores, os guardas procuraram se proteger dos disparos e não conseguiram revidar.

Durante o ataque os criminosos gritaram palavras de ameaça contra o diretor da unidade prisional nos seguintes termos: “Diretor desgraçado, vai morrer você e seu irmão. Quem manda aqui é (sic) os preso”.

O objetivo do ataque era dar suporte à fuga de Michel dos Santos Costa e Luciano de França Doria dos Santos. Eles fugiram serrando uma estrutura de apoio da grade da cela. Os dois ainda jogaram um pano molhado com água salgada sobre a cerca elétrica, causando um curto circuito e desarmando o mesmo; logo em seguida pularam o muro e alambrados.

Michel entrou em um carro e conseguiu fugir. Luciano saiu correndo e foi recapturado pelo Grupo de Escolta Penitenciária perto da BR 153. Segundo os servidores, Luciano confirmou que há planos de matar o diretor da unidade, Leandro Militão Galdine, porque ele ativou bloqueadores de sinal de celular na colônia agrícola.

Estragos

Quando invadiram o prédio, os suspeitos danificaram a tubulação que sai da caixa dágua, deixando toda a unidade prisional sem água. O serviço foi restabelecido por um improviso feito pelos servidores.

Danilo de Oliveira Torres, conhecido como “Circuitinho” e Alexandre do Nascimento Freire, vulgo “Macarrão”, foram os únicos que participaram do ataque identificados. Os dois foram liberados por saída temporária, autorizada pela Vara de Execução Penal no dia anterior ao ataque. Simultaneamente ao ataque aos guardas, outro grupo efetuou disparos nos fundos da unidade prisional.

Por nota, a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) informou que adotou todas as medidas necessárias no momento da agressão e que trabalha de forma intensa com o grupo de Operações Penitenciárias (Gope) e o Grupo de Escoltas Penitenciárias (GEP) para garantir a segurança dos servidores e detentos.