SOB CONTROLE

Ministério da Saúde garante abastecimento de vacinas no Rio Grande do Sul

O Ministério da Saúde destaca que realiza avaliações diárias para atender às necessidades do estado

Vacina no Rio Grande do Sul (Foto: PMPA)

O Ministério da Saúde negou o desabastecimento de vacinas no Rio Grande do Sul, afirmando que todas as solicitações do estado estão sendo atendidas. O secretário de Atenção Primária em Saúde, Felipe Proenço, destacou o reforço na imunização, com cerca de 300 mil doses disponíveis para gripe, covid e tétano.

Proenço explicou que o aumento de doenças respiratórias e o risco de tétano em áreas afetadas pelas enchentes justificam a priorização dessas vacinas. O Ministério da Saúde realiza avaliações diárias para atender às necessidades do estado.

O Rio Grande do Sul tem priorizado as vacinas contra covid, influenza, tétano, hepatite A e raiva, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de estabelecer critérios de priorização, devido à limitação de doses e à grande quantidade de pessoas afetadas pelas enchentes.

O pesquisador Cristóvão Barcelos, da Fiocruz, ressaltou a importância de vacinar os grupos mais vulneráveis, como pessoas em abrigos e aglomerações, além de idosos e crianças. Ele também destacou a necessidade de vacinação prévia contra a raiva para quem trabalha com socorro ou em abrigos de animais, e contra o tétano para socorristas e pessoas com ferimentos.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul tem utilizado a estrutura dos abrigos para realizar a vacinação, aplicando mais de 21 mil doses contra a influenza. A vacinação também está disponível em unidades de saúde e em pontos de resgate.

O estado recebeu recentemente 56 mil doses da vacina contra covid-19 da cepa XBB, que serão distribuídas para grupos prioritários, incluindo pessoas em abrigos e socorristas.

Especialistas recomendam que a população mantenha as cadernetas de vacinação atualizadas e procure se vacinar contra a gripe e a covid-19, especialmente em áreas afetadas pelas enchentes. A vacinação prévia contra a raiva e o tétano também é fundamental para prevenir doenças em situações de risco.