Prefeito de Firminópolis é acusado de ficar com dinheiro do Ministério do Turismo
PF apreendeu documentos e levou prefeito Leonardo Brito para prestar depoimento
Ir direto pra matériaO Prefeito de Firminópolis, cidade distante 118 quilômetros da Capital, Leonardo de Oliveira Brito, do PTB, foi conduzido coercitivamente na manhã desta sexta-feira (22/01) para a sede da Polícia Federal, em Goiânia, a fim de ser ouvido em um inquérito que apura o desvio de Recursos Públicos Federais repassados pelo Ministério do Turismo ao município. Também na manhã de hoje, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Firminópolis e em uma empresa na cidade de Anápolis.
De acordo com investigação conduzida pela Polícia Federal em Goiás, o Prefeito Leonardo Brito falsificou a prestação de contas do Convênio nº SINCONV 761648/2011 que teve como objetivo custear a celebração do Reveillont 2011/2012 na praça pública daquele município.
Foram apresentadas, a título de documentação comprobatória de realização de despesas, fotografias de um suposto painel de LED que estaria atrás do palco durante a festa da passagem de ano. No documento, o prefeito afirma ter pago R$ 45 mil pelo aluguel do equipamento, dinheiro este que recebeu do Ministério do Turismo.
A má qualidade das fotografias apresentadas na prestação de contas, que mostram o suposto telão de LED, e a divergência entre as fotos chamou a atenção dos fiscais do Ministério do Turismo, que repassaram o caso à Polícia Federal. Uma perícia feita nas fotografias, então, detectou a adulteração nas fotos, que tiveram inseridas imagens de um telão de LED.
Além disso, os policiais federais descobriram que o suposto telão de LED teria sido alugado junto a uma empresa “de fachada” — que na verdade não existe. Mesmo sendo de fachada, descobriu a polícia, a empresa foi a única que concorreu na licitação para o suposto aluguel.
Além da Prefeitura de Firminópolis, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão também na empresa de fachada e em um escritório de contabilidade que ficam em Anápólis, onde um empresário, que não teve o nome divulgado, também foi conduzido de forma coercitiva para prestar depoimento.
O prefeito Leonardo Brito está sendo indiciado pela prática do Inciso I Artigo 1º do Decreto Lei 201/67, “apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”, crime que tem pena prevista de dois a 12 anos de reclusão, e também por Estelionato, que prevê de um a seis anos de prisão. A defesa do prefeito ainda não se pronunciou sobre a acusação.