Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026
Violência

Adolescente que matou colega de escola pretendia assassinar outras duas meninas

Em depoimento, autor de assassinato, que tem 13 anos, disse que levava faca todo dia para a escola, e ainda estava escolhendo quem seriam suas vítimas

Por - Goiânia, GO
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“Um garoto frio, que em momento algum demonstrou qualquer tipo de arrependimento, e que confessou que pretendia matar três colegas de escola.” Assim o delegado Luiz Gonzaga Júnior, adjunto da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) descreveu o garoto de 13 anos que, na quarta-feira (23), foi apreendido em flagrante logo após matar a facadas a estudante Tamires de Paula, de 14 anos, no prédio onde ambos moravam, no Jardim América, em Goiânia.

Em depoimento prestado de informalmente ao delegado, o garoto disse que pegou o dinheiro que ganhou em seu último aniversário, em junho passado, e comprou uma faca, que levava todo dia para a escola. “Ele falou que pretendia matar três meninas, entre elas uma que gostava dele, e outra que provocasse um grande luto na escola”, relatou Luiz Gonzaga Júnior. O garoto, ainda segundo o delegado, não explicou porque decidiu assassinar Tamires, que apesar de estudar na mesma escola, e morar no mesmo prédio, não tinha convivência com ele.

A perícia constatou, e o próprio autor relatou que antes de matar Tamires a facadas, bateu a cabeça dela várias vezes na parede. “Como não conseguiu matar ela com pancadas, ele então desferiu várias facadas. A violência com que aplicou os golpes foi tão grande que a faca dobrou no corpo da garota”, pontuou o delegado.

O próximo passo da investigação, relatou, é ouvir testemunhas, e analisar computadores e telefones celulares para descobrir se há alguma motivação para o crime. O garoto que confessou o assassinato, segundo Luiz Gonzaga Júnior, não tinha histórico de violência, e era considerado bastante extrovertido, e de fácil relacionamento com os colegas. Ele está sendo acompanhado por um psicólogo, e ainda hoje será apresentado ao Juiz da Infância e Juventude, que decidirá, ou não, pela internação. Pela idade, o garoto pode ficar internado por no máximo três anos.

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