Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
infraestrutura

Equatorial diz que rede de energia em Goiás está ‘extremamente degradada’

Por isso, a empresa diz ter realizado investimentos na ordem de R$ 1,3 bilhão

Por - Goiânia, GO - Mais Goiás
Publicado em:
Operador do sistema elétrico tem plano preventivo para eleições

As quedas constantes de energia em Goiás são fruto de pelo menos 20 anos de falta de investimentos no setor no estado. A avaliação é da própria Equatorial, concessionária que explora a distribuição, e também de especialistas ouvidos pelo Mais Goiás.

Na manhã desta quarta-feira (27), o presidente da empresa, Lener Jayme, disse que a Equatorial encontrou em Goiás, desde que passou a operar no estado, uma estrutura “extremamente degradada”, justamente pela falta de investimentos.

Além disso, ele apontou aumento de praticamente 7% na carga de energia em todo o país em função da onda de calor. Em Goiás, algumas regiões superaram 16%, o que considera algo fora da curva, o que, com uma rede degradada, que sofre sobrecarga acaba gerando os “desarmes”.

As transmissoras de energia no estado também apresentaram problemas, segundo o presidente, na capital e no Sul de Goiás. Aliado a isso, há problemas nas redes internas de condomínios, por exemplo, que não estão preparadas para o novo padrão de consumo e acaba gerando as quedas.

Por isso, a empresa diz ter realizado investimentos na ordem de R$ 1,3 bilhão, com continuidade para os próximos anos, e que a melhora deve ser sentida de forma gradativa.

Ao Mais Goiás, o engenheiro eletricista e presidente da Associação Brasileira dos Consumidores de Energia Elétrica (Asceel), Augusto Francisco da Silva, atribui as interrupções de energia elétrica no estado à falta de investimento e manutenções, que deixam o sistema de distribuição carregado e “altamente prejudicado”.

A advogada especialista em Direito de Energia e vice-presidente da Comissão de Energia da OAB/GO, Thawane Larissa, aponta que falta investimentos na rede e manutenção adequada.

“O problema não é de hoje, vem desde a época da Celg, mas de lá para cá, não foi feito muita coisa para resolver essa situação. E quem fica na mão é o consumidor”, explica a especialista.

Thawane ressalta que Goiás tem potência energética, mas a falha está na entrega dessa energia ao consumidor final. “Não temos um sistema eficiente e moderno que distribua essa potência [energética] de forma adequada. Um dos resultados é esse que estamos vendo, a energia caindo a cada 10 minutos, atrapalhando empresas, escolas e residências”, denuncia.

Categorias:
Cidades