INVESTIGAÇÃO

Ex-presidente do DEM Anápolis, Cacai é indiciado pela morte de Fábio Escobar

Defesa afirma que o investigado não teria motivos para querer qualquer mal à vítima

Ex-presidente do DEM Anápolis, Cacai, é indiciado pela morte de Fábio Escobar
Ex-presidente do DEM Anápolis, Cacai, é indiciado pela morte de Fábio Escobar (Foto: Reprodução)

O ex-presidente do DEM (hoje União Brasil, após fusão com o PSL) de Anápolis, Carlos César Savastano Toledo, o Cacai, foi indiciado pela Polícia Civil, junto com dez policiais militares, pela morte de Fábio Alves Escobar Cavalcante, ocorrida em junho de 2021. Em 16 de novembro, a Justiça decretou a prisão do político, que segue foragido.

Além de Escobar, outras sete pessoas também foram mortas. Conforme investigação, Cacai seria mandante dos crimes e oito, dos dez PMs, teriam participado dos homicídios. Vale citar, a Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) enviou, na última sexta-feira (24), o relatório final da investigação à 1ª Vara Criminal da Comarca de Anápolis.

À época do decreto de prisão, o advogado do acusado, Pedro Paulo de Medeiros, afirmou por nota que não havia qualquer elemento concreto contra o cliente dele e classificou a sentença como “absolutamente ilegal”. “Hoje tive acesso à investigação, que foi conduzida com base somente na ilação de um inimigo político. Após estudá-la, concluo que não há nenhum elemento concreto contra Carlos César Savastano Toledo. A sentença é absolutamente ilegal, pois não há nada que o ligue ao crime. Portanto, o pedido de prisão preventiva não é necessário e não se sustenta”, argumentou.

O Mais Goiás procurou o advogado novamente, desta vez para comentar o indiciamento. Em nova nota, a defesa reafirmou que, após longo período de discussões e pedido de medidas protetivas judiciais propostas contra Fábio Escobar, os dois já tinham se reconciliado, “conforme comprovado no inquérito por mensagens trocadas entre eles, não havendo motivo para Carlos querer qualquer mal a Fábio”.

Ainda segundo Pedro Paulo de Medeiros, o cliente dele confia na Justiça e na isenção das autoridades responsáveis pela investigação, “as quais certamente não protegerão qualquer possível interessado em fazer mal a Fábio nem perseguirão inocentes por motivação política ou para proteger terceiros. Carlos busca revogar sua injusta prisão preventiva, para que possa responder a essa acusação em liberdade, pois teme por sua integridade e sua vida caso seja inserido no sistema prisional, sendo que seu temor se deve aos acontecimentos ocorridos após o falecimento de Fábio”.

A defesa não respondeu sobre Cacai estar foragido.