Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
Investigação

Ministério do Trabalho fiscaliza excesso de trabalho em hospitais geridos por OSs

Segundo a auditoria do Ministério do Trabalho, os colaboradores estavam trabalhando até 60 horas seguidas; Outros não estavam cumprindo a jornada de trabalho completa e recebiam por ela

Por - Goiânia, GO
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Os auditores da Superintendência do Ministério do Trabalho em Goiás realizaram uma fiscalização nos maiores hospitais públicos geridos por Organizações Sociais pelo Estado. Foram constatadas irregularidades nas contratações de médicos e excesso na jornada de trabalho dos colaboradores.

O auditor do trabalho responsável para operação, Ricardo de Oliveira, relatou que desde janeiro deste ano, as investigações ocorriam nas três OSs que gerem boa parte dos hospitais públicos de Goiânia e Região Metropolitana, sendo elas a Agir, que é responsável pelo Crer e pelo Hugol; Gerir, que é administradora do Hugo e Hospital de Urgência de Trindade (Hutrin) e o IGH, que está à frente do Materno Infantil (HMI), Huapa e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.

Segundo Ricardo, vários servidores estavam trabalhando em jornada de 60 horas seguidas. O tempo é cinco vezes maior do que as 12 horas recomendadas pelo Ministério de Trabalho. “Isso impacta na qualidade do serviço, na saúde do profissional e principalmente do paciente”, disse. Além disso, o auditor conta que cerca de 300 colaboradores estavam sem contrato de trabalho vinculado com os hospitais.

Ainda segundo Ricardo, a auditoria constatou que as OSs não realizavam controle da jornada de trabalho dos funcionários e que alguns médios estavam ganhando sem cumprir totalmente a sua escala. “A gente constatou a falta de uma medição de serviço e verificamos que tinham médicos que estavam cumprindo uma hora de serviço e recebendo por seis, por exemplo.”

Os dados levantados foram apresentados para os órgãos responsáveis e também para o Ministério Público Federal, já que existe o repasse de verba da União para o Estado que distribui para as OSs.

Em nota, a Secretária de Saúde do Estado informou que só vai se pronunciar quando for comunicada pelo conteúdo da notificação pela Auditoria Fiscal do Trabalho. A redação do Mais Goiás tentou entrar em contato com as três organizações citadas, mas as ligações não foram atendidas.

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