Número de casos de dengue em Goiás aumenta 25% em relação ao ano passado
Neste ano, até meados de outubro, foram confirmados 52 mil casos de dengue
Ir direto pra matériaEm Goiás, número de casos de dengue neste ano aumentou 25% em relação ao quantitativo registrado no ano passado. As informações são da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).
De acordo com os registros, em 2017 foram confirmados 41,4 mil casos de dengue, o equivalente a 47% a menos do total notificado em 2016. Já no ano de 2018, até meados de outubro, foram confirmados 52 mil casos, ou seja, um aumento de 25% em relação a 2017.
Segundo Murilo do Carmo, coordenador-geral de Ações Estratégicas de Dengue da SES-GO, houve um aumento do vírus tipo 2. “Este tipo de vírus está predominando em todo o território goiano desde o ano passado”, disse.
Combate
Murilo destacou que, com o início do período chuvoso, a SES-GO decidiu intensificar a fiscalização em imóveis nos municípios goianos através do Programa Goiás contra o Aedes. “O objetivo é realizar as visitas domiciliares junto com os agentes de saúde e conscientizar a população sobre a importância do cuidado diário para não acumular água em locais impróprios”, explicou.
A ação, realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, tem como meta eliminar os focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. “O programa foi antecipado na intenção de reduzir a densidade vetorial nos imóveis goianos, pois no período de chuva esse cuidado deve ser redobrado”, disse Murilo.
Importância
A ação, realizada desde 2015, é desenvolvida por equipes de agentes comunitários de saúde, agentes de combate de endemias e equipes do Corpo de Bombeiros. Eles conversam com os moradores, identificam os criadouros e esclarecem como os focos do Aedes devem ser eliminados de forma rotineira.
“As pessoas precisam ser um agente fiscalizador do seu imóvel, ou seja, o morador precisa limpar a calha, olhar a caixa d’água e ralos que estão por ventura abertos. É importante lembrar que qualquer dispositivo que possa acumular água da chuva pode se tornar um foco do mosquito. São situações corriqueiras que a própria população pode ajudar a fiscalizar”, salientou Murilo.
O coordenador concluiu que, ao sentir qualquer sintoma, o cidadão deve procurar uma unidade de saúde o quanto antes. Segundo ele, o diagnóstico precoce facilita muito o tratamento e evita que a doença agrave.
*Juliana França é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo