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Policiais desmontam aparelhos chupa-cabras de agência bancária do Setor Bueno

Um gestor público escapou por pouco de ser vítima de um golpe cada vez mais…

Um gestor público escapou por pouco de ser vítima de um golpe cada vez mais comum em Goiânia. Ao tentar fazer um depósito em uma agência bancária na Avenida T-1, próximo à sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-GO), ele percebeu que o caixa eletrônico havia sido adulterado com a instalação de um “pescador”, conhecido também como “chupa-cabras”, mecanismo utilizado para roubar dinheiro inserido pelos clientes nos aparelhos bancários.

William Angelo Castilho conta que estava tentando colocar o dinheiro na máquina quando percebeu algo estranho. “O envelope estava com dificuldade de entrar. Depois, outra pessoa que estava na fila para fazer um depósito acabou ficando com o envelope preso”, diz.

Desconfiado de que algo pudesse estar errado, ele entrou em contato com um amigo policial que alertou sobre a frequência cada vez mais comum da instalação dos pescadores nos caixas eletrônicos de Goiânia. Incentivado pelo amigo, William ligou para uma viatura que se deslocou até o local.

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“Os policiais já chegaram lá com alicate na mão, olharam e começaram a remover o equipamento”, diz William. “Eles retiraram o envelope do outro rapaz e entregaram para ele.” O gestor público diz ter se assustado, sobretudo, com o fato de que a agência onde toda a situação se desenrolou ter câmeras de vigilância no local onde ficam os caixas eletrônicos. “Nunca achei que ia acontecer algo assim em um lugar monitorado daquele.”

Segundo o sargento Claudiomar Mendonça, que atendeu a ocorrência, casos desse tipo ocorrem principalmente em dias menos movimentados nas agências. “Está ocorrendo bastante esse tipo de coisa, ainda mais em fins de semana e feriados. É constante e em todos os bancos”, alerta.

O sargento também não soube explicar como criminosos conseguem instalar equiapmentos como esses em locais supostamente seguros, como agências bancárias. “Talvez seja responsabilidade de quem faz as filmagens. Eu nunca vi uma agência ligar para a polícia e denunciar que as máquinas estão sendo montadas”, diz. “E para esse tipo de equipamento tem que saber o que está fazendo. Para instalar, tem que saber exatamente o tamanho dos caixas”, conclui.