Sexta-feira, 31 de Julho de 2026
Irregularidades

Prefeitura suspende remoção dos pit dogs irregulares em Goiânia

Determinação foi autorizada pelo prefeito Iris Rezende em atendimento ao pedido de apoio feito pelo presidente do Sindpit-dog em reunião nesta segunda-feira (5)

Por - Goiânia, GO
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A Prefeitura de Goiânia suspenderá o trabalho de remoção dos pit dogs irregulares até que estudos e negociações estejam concluídos. A determinação foi autorizada pelo prefeito Iris Rezende, em atendimento ao pedido de apoio feito pelo presidente do Sindicato dos Proprietários de Pit-Dogs (Sindpit-dog) de Goiânia, Admildo Godoy.

O titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec), Ricardo De Val Borges, recebeu na manhã desta segunda-feira (5), em seu gabinete, representantes do Sindpit-dog. O encontro foi marcado pela abertura de um diálogo para a construção de medidas que possam atender o segmento e pautadas em conformidade com a legislação municipal.

Na última quinta-feira (1), a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Segplanh) fechou um pit dog que funcionava na Rua 142, no Setor Marista. De acordo com a Secretaria, o estabelecimento não tinha autorização de funcionamento desde 2006. Em nota, a Sedetec informou que os proprietários que tiveram estruturas removidas podem entrar com processo para abrir novo estabelecimento em conformidade com a legislação vigente.

Regulamentação

Em outubro de 2017, o Ministério Público, por meio do promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo, propôs ação civil pública contra o Município de Goiânia, com o objetivo de assegurar a regularização das instalações e funcionamento de quiosques de lanches, como pit-dogs, bancas de revistas e comércio em geral instalados em bens públicos.

A demanda questiona o fato de esses estabelecimentos estarem funcionando em espaços públicos mediante autorizações de uso precárias, sem a realização das devidas licitações para a concessão de permissões de uso dos bens públicos. A investigação realizada pelo MP mostrou que nunca houve processo licitatório para se fazer a concorrência pública visando à permissão de uso dos bens públicos para fins de instalações dos quiosques.

 *Juliana França é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo

 

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