Quinta-feira, 30 de Julho de 2026
Prisão temporária

Suspeitos de agredir jovem por homofobia são soltos em Aparecida de Goiânia

Os estudantes foram presos temporariamente na última quarta-feira (17) e estavam na Casa de Prisão Provisória (CPP), no Complexo Prisional de Aparecida. Soltura decorre do fim do prazo de cinco dias para esta modalidade de detenção

Por - Goiânia, GO
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Os dois estudantes de Educação Física suspeitos de agredir um jovem de 24 anos no último dia 6 de julho, no Setor Bueno, foram soltos na madrugada desta segunda-feira (22), em Aparecida de Goiânia. Caio Cesar Rodrigues Sampaio e Lucas Vilela Martins foram presos temporariamente na última quarta-feira (17) e estavam na Casa de Prisão Provisória (CPP), no Complexo Prisional do município citado.

Conforme expõe o delegado responsável pelo caso, Carlos Caetano, os homens foram colocados em liberdade em razão do vencimento do prazo da prisão temporária. “Eles ficaram presos durante cinco. Até o momento, a investigação apontou que não era necessária a manutenção da prisão. Por este motivo, eles ficam soltos a não ser que surjam novos fatos”, disse ao Mais Goiás.

Agora, o delegado fará análise do inquérito para verificar se há necessidade de novas diligências. “Na semana passada, depois de ouvir os três suspeitos, ouvimos outras duas testemunhas que se comunicaram com a vítima logo depois da agressão. Vamos revisar todo o inquérito e se não houver mais nada a ser feito iremos concluir as investigações e enviar para o Judiciário”, afirma.

Caio Cesar e Lucas Vilela devem ser indiciados por injúria racial, em que atualmente se enquadra a homofobia, e lesão corporal. Já o terceiro suspeito, um estudante de Direito, deve responder apenas pelo primeiro crime.

Relembre

A. M.C.O.F foi agredido verbal e fisicamente por três homens no dia 6 de julho, no setor Bueno, quando se deslocava para o trabalho. A vítima passava pela T-49, quando foi alvo de ofensas e ameaças de agressão “para virar homem”, conforme relata o jovem .  “Continuei andando, mas logo dois deles vieram atrás. Um jogou um copo de vidro em mim, e o outro começou a me agredir com socos”, completa a vítima, que afirma que não conhece os agressores.

Os dois estudantes de Educação Física negaram que o crime tenha sido motivado por homofobia. Caio Cesar Rodrigues Sampaio e Lucas Vilela Martins afirmam que foram vítimas de racismo e, por isso, agrediram o rapaz de 24 anos. O estudante de Direito nega que tenha praticado da agressão.

“O que percebemos é que eles estão tentando se passar por vítimas. É direito deles tentar se defender e até permanecer calados, caso queiram. Mas a gente percebe que estão criando factoides que não condizem com os fatos apurados pela Polícia Civil”, afirmou o delegado Carlos Caetano.

 

 

 

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