DESABAFO

Reynaldo Gianecchini rebate críticas por interpretar drag queen no teatro

Ator vive Tick/Mitzi na peça "Priscilla, a Rainha do Deserto"

Reynaldo Gianecchini rebate críticas por interpretar drag queen no teatro
Reynaldo Gianecchini (Foto: Reprodução)

Reynaldo Gianecchini, atualmente em cena como Tick/Mitzi na peça “Priscilla, a Rainha do Deserto”, enfrentou críticas e ataques nas redes sociais por seu papel como drag queen. Em um desabafo, o ator destacou a ironia das reações negativas, especialmente comparadas à recepção positiva de seu papel como Matias, um vilão abusador em “Bom Dia, Verônica”.

Gianecchini recordou como seu papel anterior gerou discussões importantes sobre temas sérios, como abuso, e foi bem recebido pelo público. No entanto, ao interpretar uma drag queen, encontrou uma onda de críticas e preconceitos misturados com sua vida pessoal, algo que o incomodou profundamente.

Ele questionou a dualidade da aceitação pública: por que um papel controverso como o de Matias não recebeu o mesmo tipo de reação negativa pessoal, enquanto interpretar uma drag queen provocou tantos comentários maldosos e tentativas de cancelamento. Para Gianecchini, isso sublinha a necessidade contínua de abordar questões de preconceito e desigualdade através da arte.

Amigos e colegas do meio artístico, como Claudia Raia, Luís Miranda, Marisa Orth, Luiz Fernando Guimarães e Marcos Palmeira, manifestaram apoio ao ator nas redes sociais diante das críticas injustas que ele tem enfrentado.

Em um segundo vídeo, Gianecchini fez questão de enaltecer o trabalho das drag queens como uma forma de arte admirável e expressiva. Ele reiterou sua identidade como ator, capaz de interpretar uma ampla gama de personagens, e destacou sua admiração pelas drag queens como artistas que merecem respeito e reconhecimento pelo seu talento.

“Para quem confunde meus personagens com minha vida pessoal eu digo: sou ator. Não ganho a vida fazendo drag queen. Mas se essa fosse a minha escolha, ficaria muito feliz. São artistas que admiro. O que não admiro e jamais queria ser é um cara preconceituoso, que dissemina ódio, raiva, que não é empático, que não vive a vida de verdade e segue que nem gado”, disse.