Decisão

Ernesto Araújo pede demissão do Ministério de Relações Exteriores

Segundo o Jornal O Globo, situação ganhou força após o chanceler ser visto com o maior entrave par aquisição de vacinas

Ernesto sabia atuar de forma técnica, mas optou por ideologizar pasta, diz jurista
Ernesto sabia atuar de forma técnica, mas optou por ideologizar pasta, diz jurista (Foto: Marcelo Camargo)

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, acaba de pedir demissão do cargo. A informação, segundo o Jornal O Globo, foi repassada pelo próprio chanceler aos subordinados.

A situação de Ernesto não estava nada fácil no governo Bolsonaro devido ao fato de ser visto como o maior entrave nas negociações para aquisição das vacinas para o Brasil. Mais cedo, os senadores prepararam um pedido de afastamento do titular do Itamaraty que será protocolado na tarde desta segunda (29) na Câmara dos Deputados -Casa legislativa que detém a competência para analisar impedimento de ministros de Estado. O documento está sendo elaborado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Leila Barros (PSB-DF), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Simone Tebet (MDB-MS).

Em outra frente, o líder da minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN), apresentou um projeto de resolução que propõe a suspensão de nomeações de embaixadores no Senado. As indicações são analisadas pela Comissão de Relações Exteriores do Senado e em seguida votadas no plenário da Casa.

A crise envolvendo Ernesto e o Senado ganhou novas proporções neste domingo (28), após uma postagem em rede social, na qual o chanceler ataca a senadora Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores. O chanceler insinuou uma ligação do Senado com o lobby chinês pelo 5G, o que, segundo ele, estaria por trás da pressão para derrubá-lo do posto.

Em uma sessão na quinta-feira, com a participação do chanceler, senadores foram praticamente unânimes ao apontar a falta de capacidade de Ernesto e pedir a sua saída. Nenhum dos líderes do governo no Senado esteve presente para defendê-lo.

Marcada por questões ideológicas, a gestão do ministro é duramente criticada por empresários e políticos de esquerda, centro e direita.

*Com informações do Jornal O Globo