DESDOBRAMENTO

Hacker mostra à PF áudio de negociação com equipe de Zambelli, diz defesa

Delgatti prestou novo depoimento à Polícia Federal nesta sexta

Após Delgatti, PF intima Carla Zambelli a falar sobre invasão do site do CNJ
Zambelli e Delgatti (Foto: Reprodução)

Ariovaldo Moreira, advogado do hacker Walter Delgatti Neto, afirmou que o cliente mostrou à Polícia Federal (PF) áudio de uma assessora da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) que prova negociação de pagamentos para serviços prestados pelo depoente. Ele esteve na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas, no Congresso, na quinta (17), e retornou à PF, em Brasília, nesta sexta (18) para prestar novo depoimento.

Delgatti “apresentou para o delegado que preside a investigação um áudio onde uma pessoa, assessora de Zambelli, faz promessas de pagamento”, declarou o advogado à jornalistas na saída da sede da corporação. Além disso, o hacker deu detalhes da sala em que esteve no Ministério da Defesa para trabalhar em um relatório sobre a fragilidade das urnas eletrônicas, conforme disse à CPMI.

O hacker está preso na Superintendência da PF em Brasília, mas deve ser enviado para a penitenciária de Araraquara (SP), na próxima segunda (21). Nesta sexta, ele prestou depoimento à Polícia Federal no inquérito das fake news por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

CPMI

Após o depoimento de Delgatti na CPMI, o hacker precisou prestar novo depoimento à PF – ele já tinha falado na quarta (16). Entre outras coisas, ele disse na Comissão que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria sido grampeado.

“Segundo ele [Bolsonaro], eles haviam conseguido um grampo, que era tão esperado à época, do ministro Alexandre de Moraes. Que teria conversas comprometedoras do ministro, e ele precisava que eu assumisse a autoria desse grampo”, respondeu aos congressistas.

Além disso, o hacker afirmou que Bolsonaro assegurou que concederia um indulto a ele, caso fosse preso ou condenado pela atuação envolvendo urnas eletrônicas. A promessa teria sido feita em reunião no Palácio da Alvorada, perto das eleições de 2022.